Médicos reavaliam quadro de Bolsonaro e dizem que ele ainda não está liberado para fazer campanha

Publicado em 10/10/2018 12:45
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Especialistas disseram que candidato à presidência da República perdeu 15 quilos de massa muscular e ainda está fraco. Expectativa de médicos é que liberação para campanha e debates ocorra na próxima quinta (18).

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, deve ser liberado para atividades regulares de campanha na quinta-feira da próxima semana, depois de passar por uma nova avaliação clínica, disseram nesta quarta-feira os médicos que cuidam da recuperação do presidenciável.

Uma junta médica que esteve na casa de Bolsonaro na zona oeste do Rio de Janeiro constatou que, apesar da boa evolução do quadro de saúde do candidato, Bolsonaro ainda precisa de mais tempo de recuperação após ter passado por duas cirurgias depois de levar uma facada em ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no mês passado.

"Vamos fazer uma intensa atividade nutricional e proteica nele para melhorar as condições clínicas para uma nova avaliação, e com certeza vamos liberá-lo para tudo que for necessário", disse a jornalistas o médico Antonio Luiz Macedo, do Hospital Albert Einstein, de onde Bolsonaro recebeu alta em 29 de setembro.

"Ele não está liberado ainda, mas com essa reposição nutricional a partir de hoje... com certeza vamos liberá-lo, mas ele ainda tem uma anemia", afirmou Macedo, acrescentando que Bolsonaro perdeu cerca de 15 quilos devido às operações.

Segundo os médicos, Bolsonaro não pode fazer viagens ou atividade física mais prolongada, e a orientação é para uma repouso "relativo" e apenas pequenas atividades em casa.

O candidato do PSL, que disputa o segundo turno da eleição presidencial com Fernando Haddad, do PT, também não foi liberado para participar de debate na Band TV previsto para quinta-feira.

"Ainda não é o momento ideal para ele fazer atividades, embora tenha desejo de participar. É uma evolução progressiva, mas não para campanha", disse o médico Leandro Echenique.

"Ele poderia ter queda de pressão, desmaio ou baixa de imunidade. Ficar três horas em pé (em um debate) não é fácil", acrescentou.

A junta médica informou ainda que pretende retirar a bolsa de colostomia que Bolsonaro está usando em meados de dezembro, em uma nova cirurgia, e que serão necessários 15 dias de recuperação.

Fonte: Reuters

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