Bolsa de Nova York recua com queda da Apple e menor otimismo comercial

Publicado em 02/11/2018 20:53
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SÃO PAULO (Reuters) - Os mercados acionários dos Estados Unidos interromperam um rali de três dias nesta sexta-feira, com a queda das ações da Apple após previsões desapontadoras e a Casa Branca reduzindo otimismo sobre as negociações EUA-China.

O índice Dow Jones caiu 0,43 por cento, a 25.271 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,631667 por cento, a 2.723 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 1,04 por cento, a 7.357 pontos.

A Apple Inc tombou 6,6 por cento, enviando seu valor de mercado abaixo de 1 trilhão de dólares no fechamento, um dia depois que a fabricante de iPhones alertou que vendas para o último trimestre pode ficar abaixo das expectativas. Em agosto, a Apple tornou-se a primeira companhia listada nos Estados Unidos a atingir valor de mercado de 1 trilhão de dólares.

A previsão derrubou as ações dos fornecedores da Apple nos EUA, a maioria fabricantes de chip, e levou a uma queda de 1,9 por cento no índice do setor de tecnologia do S&P.

"O tom foi dado pelos resultados da Apple. Isso foi claramente o vento contrário o dia todo", disse Eric Kuby, responsável por investimentos na North Star Investment Management Corp.

Kuby também citou resultados fracos da Kraft Heinz como outro efeito. "Com a Kraft, você tem dois diferentes tipos de companhias que estão desapontando", disse ele.

Comentários do assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, na CNBC sobre comércio também pesou no humor. Ainda que o presidente Donald Trump vá encontrar o presidente chinês Xi Jinping neste mês, ele não pediu a autoridades dos EUA para desenhar uma proposta de plano comercial, disse Kudlow, contradizendo uma notícia anterior no dia de que embalou esperanças por uma resolução na disputa comercial.

As ações ampliaram as perdas depois dos comentários de Kudlow e o setor industrial do S&P, sensível ao comércio, subiu no início da sessão mas fechou em queda de 0,3 por cento.

"Isso mostra que tarifas ainda são um fator, e pela reação que nós vimos, isso me diz que é um peso maior na decisão de investimento do que as pessoas estavam esperando antes", disse Michael Matousek, chefe de negociação na U.S. GlobalInvestors Inc, que gerencia cerca de 1,3 bilhão de dólares.

Por outro lado, o S&P e a Nasdaq registraram seus maiores ganhos percentuais na semana desde maio, enquanto o Dow teve o maior ganho semanal desde junho. Na semana, o S&P 500 e o Dow avançaram 2,4 por cento cada um e o Nasdaq subiu 2,7 por cento.

Autoridade dos EUA nega reportagem sobre possível acordo comercial com a China -CNBC

WASHINGTON(Reuters) - Uma autoridade de alto escalão do governo dos Estados Unidos refutou uma reportagem segundo a qual o presidente Donald Trump está preparando um possível acordo comercial com a China, disse um repórter da CNBC no Twitter.

"Há um longo caminho a percorrer" nas negociações, disse um funcionário não identificado a Eamon Javers, da CNBC, de acordo com um tuíte do próprio.

Na manhã desta sexta-feira a Bloomberg, citando pessoas a par da questão, noticiou que Trump quer firmar um acordo comercial com o presidente chinês, Xi Jinping, e que pediu a autoridades graduadas para começarem a elaborar os termos possíveis.

A Reuters não conseguiu confirmar de imediato nenhuma das reportagens, e autoridades da Casa Branca não responderam de imediato a um pedido de comentário sobre a reportagem da Bloomberg.

Mas os mercados globais se animaram nesta sexta-feira em meio às esperanças crescentes de que as duas maiores economias do mundo estejam começando a restaurar suas relações comerciais, seriamente afetadas, na esteira de uma conversa de Trump e Xi na quinta-feira.

Os dois conversaram por telefone e ambos descreveram como positiva a ligação -a primeira conversa direta de que se tem conhecimento em vários meses. Em um tuíte publicado depois do telefonema, Trump disse que planeja um encontro dos dois líderes na cúpula do G20 na Argentina no final deste mês.

Nenhum dos dois deu qualquer detalhe sobre um possível progresso.

A notícia da Bloomberg News disse não estar claro se o norte-americano está suavizando as exigências que encontraram resistência dos chineses, e citou uma pessoa segundo a qual o roubo de propriedade intelectual é um ponto de atrito de um acordo em potencial.

Horas depois da ligação o Departamento de Justiça dos EUA acusou outra empresa chinesa de práticas injustas, parte de uma campanha de pressão generalizada do governo Trump contra a China.

Funcionários da gestão Trump disseram que as tratativas comerciais EUA-China não podem ser retomadas até que Pequim delineie ações específicas que adotará para atender as exigências norte-americanas de mudanças abrangentes em diretrizes sobre transferência de tecnologia, subsídios industriais e acesso a mercados.

Os dois países impuseram tarifas sobre centenas de bilhões de dólares de bens mútuos, e Trump ameaçou ampliar as tarifas sobre o restante dos mais de 500 bilhões de dólares de exportações chinesas aos EUA se as disputas não forem resolvidas.

Trump prevê que EUA e China fecharão um bom acordo comercial

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que houve progresso com a China sobre comércio e previu que as duas maiores economias do mundo alcançariam um acordo muito bom.

Falando a repórteres na Casa Branca antes de sair para um evento de campanha, Trump confirmou que ele se encontraria com o presidente chinês Xi Jinping na Argentina para uma cúpula do Grupo dos 20.

"Nós tivemos uma discussão muito boa com a China. Nós estamos chegando muito mais perto de fazer alguma coisa", disse Trump. "Eles querem muito fazer um acordo."

"Eu acho que nós vamos fazer um acordo com a China e eu acho que será um acordo muito justo para todo mundo", ele acrescentou.

Mais cedo, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que os EUA e a China não estão próximos a um acordo para solucionar suas diferenças comerciais, e que ele estava menos otimista que antes de que tal acordo poderia ser fechado.

Trump disse que estaria muito disposto a fechar um acordo justo para que a China abrisse seu mercado. Ele disse que comércio seria um tópico quando ele se encontrar com Xi para jantar.

Fonte: Reuters

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