Petróleo sobe com sinais de aperto na oferta mundial (Reuters)

Publicado em 19/04/2019 03:44
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NOVA YORK (Reuters) - Os contratos futuros do petróleo avançaram nesta quinta-feira, com preços sustentados por uma queda nas exportações da Arábia Saudita, líder da Opep, e por recuos no número de sondas de petróleo em operação e nos estoques do produto nos Estados Unidos.

Os futuros do petróleo Brent fecharam a 71,97 dólares, alta de 0,35 dólar, ou 0,49 por cento, próximos da máxima de cinco meses de 72,27 dólares, batida na quarta-feira. O valor de referência internacional registrou seu quarto ganho semanal consecutivo, avançando 0,6 por cento.

Já os futuros do petróleo norte-americano encerraram a sessão a 64 dólares por barril, alta de 0,24 dólar, ou 0,38 por cento. O contrato avançou 0,2 por cento na semana, em seu sétimo ganho semanal seguido.

As exportações de petróleo da Arábia Saudita recuaram em 277 mil barris em fevereiro, para pouco menos de 7 milhões de barris por dia, em comparação com o mês anterior, segundo dados da Iniciativa Conjunta de Dados de Organizações (Jodi, na sigla em inglês).

Os estoques de petróleo bruto, refinado e gasolina dos EUA caíram nesta semana, com o petróleo bruto registrando um surpreendente recuo, o primeiro em quatro semanas, mostraram nesta quarta-feira dados da Administração de Informação de Energia (AIE) norte-americana.

“Acredito que é muito claro que ofertas apertadas e temores de um crescimento da demanda dão impulso ao mercado para essas máximas de cinco meses”, disse Gene McGillian, vice-presidente de pesquisa de mercado da Tradition Energy.

Caminhoneiros estão furiosos com alta do diesel, mas ainda não há sinal de greve, diz associação

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) afirmou nesta quinta-feira que os caminhoneiros autônomos ficaram “furiosos” com o anúncio de aumento do preço do diesel, feito na véspera pela Petrobras, mas sinalizou que por enquanto não há planos de um greve da categoria.

A entidade, que afirma representar 600 mil caminhonheiros autônomos do país, reconheceu que o governo federal tem feito esforços para atender algumas reivindicações desses profissionais, mas disse que os maiores problemas seguem sem solução: o cumprimento da tabela mínima de frete e a oscilação do preço do diesel.

“O anunciou feito pela Petrobras na quarta-feira gerou grande impacto no custo suportado pelos caminhoneiros, que estão enfurecidos com a notícia do aumento de dez centavos do diesel”, afirmou a Abcam em nota.

“É grande o número de queixas recebidas pela Abcam, tanto por telefone, quanto em suas redes sociais. Entretanto, ainda não é possível afirmar que a categoria está se organizando para uma nova paralisação”, acrescentou.

A Petrobras anunciou na véspera um aumento de 4,8 por cento no preço médio do diesel em suas refinarias, após ter cancelado uma alta de 5,7 por cento no combustível na semana passada, em polêmica que envolveu o presidente Jair Bolsonaro.

A estatal voltou atrás em na elevação do diesel na semana passada após Bolsonaro ter pedido à companhia uma explicação sobre os preços, o que provocou forte queda das ações da empresa na bolsa.

O governo admitiu que a decisão de Bolsonaro se baseou nos riscos de uma nova greve dos caminhoneiros, como a que paralisou o país no primeiro semestre de 2018.

Segundo a Abcam, a falta de estabilidade dos preços dos combustíveis é um dos grandes empecilhos para os caminhoneiros, que têm como principal fonte de despesa o combustível.

“Espera que não seja necessário chegar uma nova e traumática paralisação”, acrescentou a entidade.

Fonte: Reuters

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