Índices de Wall Street recuam com quedas em ações dos setores bancário e de energia

Publicado em 12/06/2019 18:28 e atualizado em 12/06/2019 19:01
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NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em leves quedas nesta quarta-feira, com ações de bancos em baixa diante do fortalecimento da perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos, enquanto o setor de energia sentiu a pressão do tombo dos preços do petróleo.

O índice Dow Jones <.DJI> caiu 0,16%, para 26.007,34 pontos. O S&P 500 <.SPX> perdeu 0,20%, para 2.879,99 pontos. E o Nasdaq Composto <.IXIC> cedeu 0,38%, para 7.792,72 pontos.

Preços do petróleo caem 4% com aumento no estoque dos EUA e temores de demanda fraca

OVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo recuaram 4% nesta quarta-feira, para seus níveis mais baixos de fechamento em quase cinco meses, enfraquecidos por um novo aumento inesperado nos estoques do produto nos Estados Unidos e por uma previsão mais baixa para a demanda global por petróleo.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 2,32 dólares, ou 3,7%, a 59,97 dólares por barril, menor encerramento de sessão para o valor de referência global desde 28 de janeiro.

Já os futuros do petróleo nos EUA recuaram 2,13 dólares, ou 4%, para 50,72 dólares/barril, valor de fechamento mais baixo desde 14 de janeiro.

A Administração de Informação sobre Energia dos EUA (AIE) divulgou que os estoques domésticos de petróleo cresceram inesperadamente pela segunda semana consecutiva, avançando em 2,2 milhões de barris na semana passada, enquanto analistas previam uma retração de 481 mil barris.

A 485,5 milhões de barris, os estoques comerciais dos EUA figuram em seu nível mais alto desde julho de 2017, cerca de 8% acima da média de cinco anos para este período do ano, disse a AIE.

"É definitivamente um mercado ainda descrente desses aumentos nos estoques, mas eles não poderão enxergar além disso", disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group. "Tem sido mais difícil adivinhar o quanto a AIE vai acrescentar a cada semana."

Além disso, na terça-feira a AIE cortou suas estimativas para o crescimento da demanda global de petróleo em 2019, o que também pressionou os futuros do petróleo, assim como as tensões comerciais entre EUA e China, os dois maiores consumidores do produto no mundo.

 

Fonte: Reuters

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