Dólar passa dos R$ 3,90 e B3 perde mais por aversão a riscos interno e externo

Publicado em 14/06/2019 11:24 e atualizado em 14/06/2019 14:55
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As preocupações com riscos estão mais presentes no dólar e na bolsa desde a manhã de sexta (14). Por Brasil, sob pressão de uma reforma da Previdência possivelmente desidratada e do quadro político, e pelo exterior, com China respingando alertas na economia global, mercado reage ainda que dentro da moderação.

A divisa americana avança mais de 1,30%, e passou dos R$ 3,90. O Ibovespa recua 0,70%, perto das 14h50.

Dos R$ 1,3 bilhão de economia que o novo sistema previdenciário geraria se aprovado, conforme a proposta original do governo, o relator da Comissão Especial apresentou uma alternativa que tira mais de R$ 400 bilhões da estimativa.

O Banco Central derrubou mais uma vez o Índice de Atividade Econômica (IBC-BR), considerado prévia do PIB, em 0,47% em abril. Frustrou a expectativa de leve alta, seguindo o cenário da fraqueza econômica brasileira, enquanto a situação política com Sérgio Moro ao centro ainda lança incertezas do seu reflexo sobre o andamento da reforma previdenciária na Câmara.

Apesar das juras do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de partidos aliados, de blindagem da apreciação para a aprovação da matéria, ainda é prematuro para o mercado se sentir mais aliviado. Especialmente se sair uma CPI para apurar os possíveis desvios do ministro da Justiça no caso do presidente-presidiário Lula.

Da China, mais dados fracos da produção industrial, o pior em 17 anos, deu mais sinais de desaceleração interna e chances de se espalhar por várias economias enquanto a guerra comercial não cessar.

Os índices americanos de Wall Street estão em baixa, com o dólar index na mão contrária, também mostrando aversão ao risco como reza quando há procura pela moeda dos Estados Unidos.

 

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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