Dólar sobe ligeiramente ante real aguardando decisões de política monetária no Brasil e exterior

Publicado em 23/07/2019 10:37
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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia ligeiramente ante o real nesta terça-feira, com poucos gatilhos no momento em que mercados esperam as decisões de política monetária de importantes bancos centrais mundiais nesta semana e na próxima.

Às 10:07, o dólar avançava 0,25%, a 3,7491 reais na venda

Na segunda-feira, o dólar encerrou com ligeira queda de 0,15% ante o real, a 3,7396 reais na venda.

Neste pregão, o dólar futuro ganhava cerca de 0,1%.

Agentes financeiros concentravam as atenções nas decisões de política monetária que estão por vir, a começar pelo Banco Central Europeu. Há expectativa de que o BCE corte 0,10 ponto percentual em sua principal taxa de juros na quinta-feira.

Na próxima semana, o Federal Reserve deve cortar a taxa de empréstimo norte-americana em 0,25 ponto percentual e, no mesmo dia, o Banco Central do Brasil divulga sua decisão de política monetária.

No exterior, o dólar também se valorizava um dia depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes do Congresso chegarem a um acordo sobre uma extensão de dois anos ao limite da dívida, amenizando preocupações sobre um possível déficit do governo.

Também havia razoável otimismo atrelado à disputa comercial entre EUA e China, após Trump se reunir com executivos de sete empresas de tecnologia e aceitou o pedido deles para conceder licenças pontuais do Departamento de Comércio para a chinesa Huawei, segundo a Casa Branca.

No panorama doméstico, os investidores se atentam para o anúncio da liberação das contas do Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS), que deve frustrar as expectativas do mercado de uma injeção de ânimo na economia.

Segundo disse uma fonte do governo à Reuters, há uma proposta de limitar o saque a 500 reais por conta neste ano e, a partir do ano que vem, iniciar o "saque aniversário obedecendo a um percentual segundo faixa de valor em conta".

"Acredita-se que com tal medida o potencial de incentivo econômico a ser gerado não terá um grande impacto e, consequentemente, não levará a possíveis revisões para cima a respeito do crescimento do PIB brasileiro de maneira relevante", afirmou a corretora H.Commcor, em nota.

Ainda na cena local, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,09 por cento em julho, ante previsão de alta de 0,14% em pesquisa da Reuters.

Conforme disse a Coinvalores em nota, a leitura contribui para que "apostas em torno de uma postura mais agressiva do Copom" ganhem fôlego, citando também que o menor impacto da liberação do FGTS para a atividade também corrobora a percepção de que o Copom dará início ao ciclo de corte da Selic no próximo dia 31.

(Por Laís Martins)

Fonte: Reuters

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