Para alimentar consumo, China prepara plano para aumentar renda disponível até 2020

Publicado em 16/08/2019 08:17 e atualizado em 16/08/2019 10:24
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PEQUIM (Reuters) - A agência de planejamento estatal da China afirmou nesta sexta-feira que adotará um plano para aumentar a renda disponível neste ano e em 2020, buscando alimentar o consumo no momento em que a economia desacelera.

O plano incluirá reforma do sistema Hukou --um programa de registro familiar que serve como passaporte doméstico e regula a imigração rural para as cidades--, entre outras medidas, disse a porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Meng Wei.

Ela não deu detalhes.

Dados nesta semana mostraram que a economia da China perdeu mais força do que o esperado em julho, com as vendas no varejo indicando cautela do consumo conforme a intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos pesa sobre as empresas e os consumidores. No segundo trimestre, o crescimento desacelerou para perto da mínima de 30 anos.

(Reportagem de Stella Qiu e Ryan Woo)

Índices da China terminam semana em alta com impulso de consumo

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XANGAI (Reuters) - Os índices acionários da China fecharam em alta nesta sexta-feira e encerraram a semana com ganhos, ajudados pelo avanço das empresas de consumo no momento em que o governo age para aumentar mais o consumo visando lidar com a desaceleração do crescimento econômico.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,45%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,29%.

Na semana, o CSI300 subiu 2,1%, enquanto o SSEC ganhou 1,8%.

A agência de planejamento estatal da China informou nesta sexta-feira que adotará um plano para ampliar a renda disponível neste ano e em 2020 para alimentar o consumo conforme a economia desacelera, mas deu poucos detalhes.

Liderando os ganhos no mercado, o índice de consumo do CSI300 subiu 1,3% na sexta-feira.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,06%, a 20.418 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,94%, a 25.734 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,29%, a 2.823 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,45%, a 3.710 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,58%, a 1.927 pontos.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,91%, a 10.420 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,35%, a 3.115 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,04%, a 6.405 pontos.

Trump diz que guerra comercial com China será relativamente curta

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MORRISTOWN, EUA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira acreditar que a China deseja fechar um acordo comercial e que a guerra tarifária com Pequim será relativamente curta.

"Acho que estamos tendo boas discussões com a China. Eles querem muito fazer um acordo", disse Trump a jornalistas.

"Acho que quanto mais tempo dura mais forte ficamos", disse Trump sobre a guerra comercial. "Tenho a sensação de que (a guerra comercial) vai ser relativamente curta", disse ele.

(Reportagem de Steve Holland)

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Brasil destaca a intensa cooperação com a China no 45º aniversário das relações diplomáticas, diz Xinhua

Brasília, 15 ago (Xinhua) -- O governo brasileiro destacou nesta quinta-feira, ao comemorar o 45º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas com a China, o intenso intercâmbio e cooperação entre os dois países e a intenção de ambas as partes de avançar no diálogo e no fortalecimento dos laços bilaterais.

Em um comunicado, o Palácio do Itamaraty, a chancelaria brasileira, informou também que os presidentes Xi Jinping e Jair Bolsonaro, assim como os ministros das Relações Exteriores, Wang Yi e Ernesto Araújo, trocaram mensagens alusivas ao evento.

"As relações sino-brasileiras se caracterizam hoje por um alto grau de institucionalização e um interesse mútuo em aprofundar o diálogo" destacou o Itamaraty.

"Este ano, ocorreram a 5ª Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN) a nível de vice-presidentes e o 3º Diálogo Estratégico Global entre os Ministros das Relações Exteriores, no marco da Associação Estratégica Integral", acrescentou.

"O dinamismo das relações bilaterais se manifesta também no intenso calendário de intercâmbio de visitas de alto nível, especialmente com a visita programada do presidente Jair Bolsonaro à China, no final deste ano, e a chegada do presidente Xi Jinping ao Brasil, em novembro, por ocasião da 11ª Cúpula do BRICS", destacou a chancelaria.

A mensagem ressaltou também que a China é uma importante fonte de investimentos e o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.

"O Brasil e a China colaboram em projetos bilaterais bem-sucedidos nas áreas de espaço, nanotecnologia, energias renováveis, entre outras, e têm trabalhado para identificar áreas de interesse mútuo nas quais se poderá intensificar a cooperação entre os dois países", enfatizou.

"Ao celebrar a tradicional cooperação entre Brasil e China, o governo brasileiro reitera sua vontade de seguir trabalhando com o governo chinês para fortalecer os laços bilaterais em benefício dos povos brasileiro e chinês", concluiu o Itamaraty.

Relação sino-brasileira é modelo de cooperação Sul-Sul, diz embaixador chinês no Brasil

O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, afirmou em entrevista à Xinhua que a cooperação entre os dois países tem base sólida, enorme potencial e perspectivas amplas, e que a relação sino-brasileira é "um modelo de cooperação Sul-Sul".

Yang lembrou os momentos importantes nas relações bilaterais: em agosto de 1974, a China e o Brasil estabeleceram relações diplomáticas; em 1993, o Brasil se tornou o primeiro país a estabelecer a parceria estratégica com a China; em 2012, o Brasil se tornou o primeiro país latino-americano a estabelecer a parceria estratégica abrangente com a China; desde 2009, a China tem sido o maior parceiro comercial e o maior destino das exportações brasileiras.

Ele disse que depois de 45 anos de desenvolvimento, a confiança política mútua tem se aprofundado, a cooperação pragmática tem logrado resultados frutíferos, e o intercâmbio cultural e de pessoas tem sido cada vez mais dinâmico.

Yang assinalou que a China e o Brasil -- os dois maiores países em desenvolvimento nos hemisférios oriental e ocidental -- têm interesses estratégicos comuns, amplos e profundos na promoção da governança global, no aumento da voz dos países em desenvolvimento nos grandes assuntos internacionais, no fomento do multilateralismo e contenção do unilateralismo, no estabelecimento e melhora dos mecanismo de cooperação internacional e regional e na manutenção da autoridade das Nações Unidas.

Yang enfatizou que desde que o novo governo brasileiro assumiu o cargo no início deste ano, as relações entre os dois países mantiveram um ritmo de desenvolvimento saudável e estável, e a cooperação em vários campos manteve a continuidade. O novo governo brasileiro atribui grande importância à cooperação com a China e está disposto a trabalhar com o país asiático para aprofundar ainda mais a parceria estratégica abrangente entre os dois países. A China saudou a participação do Brasil na iniciativa "Cinturão e Rota", e o Brasil respondeu positivamente.

Em novembro deste ano, o Brasil sediará a 11ª cúpula do BRICS. Yang afirmou que a China e o Brasil fortalecerão ainda mais a comunicação e coordenação nos assuntos como a cooperação entre os países do BRICS, o aprofundamento da governança global, a resposta à evolução da situação internacional e regional, e que continuarão a injetar forte impulso na cooperação do Brics.

Olhando para o futuro, Yang acredita que os dois países podem buscar mais potencial nas áreas tecnológicas como satélites, inteligência artificial, internet das coisas e 5G, bem como nas áreas de agricultura, turismo e esportes, elevando o relacionamento entre os dois países para um nível mais alto.

Fonte: Reuters/Xinhua

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