Não entro em guerra comercial, Brasil faz negócios com todos, diz Bolsonaro

Publicado em 14/11/2019 19:18
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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que não vai entrar em guerra comercial, em referência às disputas entre Estados Unidos e China, e destacou que o Brasil não tem restrições de parceiros no comércio internacional.

"Não entro nessa guerra comercial, o Brasil faz comércio com o mundo todo", disse Bolsonaro, em breve entrevista no Palácio da Alvorada, ao ser questionado sobre críticas de China e Rússia ao que consideram protecionismo dos Estados Unidos.

O presidente disse ainda que a reunião desta semana em Brasília do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, parece um encontro de "velhos amigos", e destacou, sem dar detalhes: "Boa coisa já está vindo".

Na véspera, no encerramento do Fórum Empresarial dos Brics, Bolsonaro afirmou que o Brasil está fazendo seu dever de casa para se tornar um mercado cada vez mais atrativo para os investimentos estrangeiros e quer se abrir para o mundo.

Bolsonaro diz em cúpula dos Brics que política externa tem olhos no mundo, mas Brasil em 1º lugar

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, durante sessão plenária da reunião de cúpula dos Brics, que a política externa de seu governo tem olhos postos no mundo, mas tendo o Brasil em primeiro lugar.

"A política externa de meu governo tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil, para estar em sintonia com as necessidades da nossa sociedade", disse Bolsonaro em discurso no encontro realizado em Brasília.

O presidente afirmou também que, no comércio internacional, o Brics --grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- se está adotando uma postura realista e pragmática. Ele destacou que se está avançando no acordo aduaneiro mútuo.

Bolsonaro disse ainda que não poderia deixar de registrar os ganhos na geração de emprego e renda decorrentes da atuação do banco de desenvolvimento dos Brics. Ele afirmou que o Brasil espera que a abertura da sede regional dos grupo no país ajude a incrementar a carteira de projetos na nação.

Bolsonaro se diz comprometido com reformas e pede fim de desequilíbrio no banco dos Brics

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que está pessoalmente empenhando em realizar reformas que entende necessárias ao país e defendeu que os países dos Brics trabalhem em conjunto para solucionar o desequilíbrio desfavorável ao Brasil na carteira de financiamento do banco de desenvolvimento do bloco.

"Seguirei pessoalmente empenhado em reerguer a nossa economia, levando adiante reformas de que o país precisa", disse o presidente durante discurso em um dos eventos da cúpula dos líderes dos Brics --grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

"Os números mostram que é preciso trabalharmos juntos para superar o desequilíbrio em desfavor do Brasil na carteira de financiamentos do NDB", acrescentou, se referindo ao Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics.

PT vai polarizar em 2022 e Bolsonaro é "desastre que acontece", diz Lula

(Reuters) - Na primeira reunião da Executiva Nacional do PT desde que deixou a prisão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o partido vai polarizar nas eleições presidenciais em 2022 e chamou o presidente Jair Bolsonaro de um "desastre que acontece".

"Não tem partido nacional como o PT. É por isso que nós vamos sim polarizar. Se o PT tiver um candidato à altura, o PT vai polarizar. Eles não conseguirão tirar o PT da disputa eleitoral desse país, com Lula ou sem Lula", afirmou o ex-presidente, em evento realizado em Salvador (BA).

Em seu discurso, Lula disse inicialmente não ter nada contra o presidente Jair Bolsonaro, mas fez troça dele. "O Bolsonaro é um desses desastres que acontece de vez em quando, porque eu duvido que ele acreditasse que deveria se eleger", afirmou, sob risos da plateia, ao completar que isso só demonstra que "a gente tem que arriscar".

Em recorrente crítica à imprensa, o petista afirmou --numa referência a Bolsonaro-- que eles estão com "dificuldade porque a Rede Globo criou esse monstro e eles não criaram uma rota de fuga para ele". Para ele, o atual presidente está fazendo o "serviço", que em sua opinião é destruir a economia para os pobres no país.

O ex-presidente --que por diversas vezes foi interrompido por aplausos durante o encontro-- afirmou que não quer polemizar com o pedetista Ciro Gomes, que foi ministro do seu governo e desde as eleições do ano passado tem feito duras críticas a Lula e ao PT por uma atuação hegemônica no campo da esquerda.

Lula disse que Ciro foi leal a ele no governo, mas avisou ser contra o fato de o PT abrir espaço político para ele concorrer a presidente em 2022. "Não vamos fazer o que o Ciro quer, se encolher para ele crescer. Dispute com a gente!", vaticinou.

O ex-presidente disse que o PT tem de ter em conta que ele não está livre, mas sim "num processo de libertação provisória". Disse que pode até demorar, mas espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) anule a condenação do processo do tríplex do Guarujá (SP) que o levou à prisão por 580 dias --a corte deve julgar em breve um recurso da defesa dele sobre a eventual parcialidade do ex-juiz da operação Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.

"Pode demorar, não dar certo, mas estou convencido de que haverá justiça no país e que esse processo será anulado", disse.

Sem condições de concorrer --ainda está inelegível-- Lula afirmou que o PT poderá concorrer em 2022 com outro nome e citou o ex-ministro e presidenciável da legenda no ano passado, Fernando Haddad, ou o governador da Bahia, Rui Costa.

O ex-presidente defendeu ainda que a legenda lance candidatos nas eleições municipais do próximo ano a fim de defender o legado do PT. O petista disse que o partido --um dos mais afetados com a crise da Lava Jato e após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff-- não precisa fazer autocrítica porque a oposição ao partido já critica a legenda.

Fonte: Reuters

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