Volatilidade euro/dólar sobe a máxima em 15 meses

A medida das oscilações de preço em um mês entre o dólar e o euro atingiu seu maior nível desde novembro de 2018 nesta sexta-feira, com o coronavírus desencadeando uma maior volatilidade nos mercados globais.
As profundas preocupações com o impacto econômico e à saúde do vírus fizeram com que os mercados caíssem, e a por muito tempo inativa volatilidade no mercado de câmbio de 6,6 trilhões de dólares por dia voltou à ação.
A volatilidade implícita de um mês no euro em relação ao dólar tinha atingido mínimas recordes em torno de 3,8%, mas começou a subir acentuadamente nas últimas semanas e foi negociada nesta sexta-feira a 7,7% <EUR1MO=FN>. Ela havia sido negociada a 6,75% há uma semana.
O euro subia para 1,13 dólar esta semana <EUR=EBS>, acima da marca de 1,08 dólar do mês passado.
Analistas dizem que uma fonte do aumento da volatilidade tem sido os investidores que fecham suas posições de carry trade, nas quais tomam empréstimos em moedas de rendimento negativo como o euro e o iene para comprar ativos de maior rendimento em dólares ou mercados emergentes.
A volatilidade geral do mercado cambial, medida por um índice do Deutsche Bank <.DBXVIX>, está em 6,45%, acima dos 5,4% no final de fevereiro - um aumento notável, mas ainda em níveis baixos pelos padrões históricos.
0 comentário
Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior
Ibovespa avança com balanços sob holofote e exterior favorável, mas tem quarta semana negativa
Taxas dos DIs caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra no radar
EUA atacam navios do Irã em Ormuz; Teerã fala em ‘confrontos esporádicos’
Produção e vendas de veículos no Brasil recuam em abril ante março
Mudança na formação de preços de energia poderia elevar encargo ao consumidor, diz Engie