Banco Mundial e FMI enfrentam pedidos crescentes para aumentar alívio da dívida de países pobres

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) devem buscar soluções caso a caso para diminuir os fardos da dívida dos países de renda média atingidos pela pandemia de coronavírus, disseram seus principais acionistas nesta sexta-feira, alimentando a pressão para o aumento do alívio já oferecido aos países mais pobres.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, também pediu aos credores que concedam uma suspensão da dívida a todos os países em desenvolvimento, não apenas aos mais pobres, alertando que muitos estão enfrentando dificuldades devido à grande recessão global causada pela pandemia.
Guterres disse em uma conferência virtual sobre a África, organizada pelo Banco Mundial e pelo FMI, que somente o continente precisava de mais de 200 bilhões de dólares para combater a doença -- às vezes fatal -- causada pelo novo coronavírus e mitigar seu impacto econômico.
Mais cedo nesta semana, o FMI previu que a economia global recuará 3% em 2020 devido à pandemia, marcando a pior desaceleração desde a Grande Depressão da década de 1930.
O presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass, disse que a recessão global será mais profunda do que a vista durante a crise financeira global de 2008 e 2009, e afetará principalmente os países mais pobres e vulneráveis.
Em declarações ao Comitê de Desenvolvimento de 25 membros dos acionistas do Banco Mundial e do Fundo, Malpass instou os credores privados a apoiar o acordo de quarta-feira entre as principais economias do G20 e o Clube de Paris para suspender os pagamentos bilaterais do fardo da dívida para os países mais pobres do mundo até o final do ano.
Ecoando uma declaração do G20, o comitê pediu ao Banco que explore a suspensão dos pagamentos da dívida para os países mais pobres do mundo.
A China também se pronunciou na quinta-feira, dizendo que o maior banco multilateral de desenvolvimento do mundo deveria "dar o exemplo".
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