Cai para 23% aprovação a desempenho de Bolsonaro na pandemia de coronavírus, diz XP/Ipespe

SÃO PAULO (Reuters) - O percentual dos que veem como positivo o papel que o presidente Jair Bolsonaro tem desempenhado no combate à pandemia de coronavírus caiu para 23%, ao mesmo tempo que aumentou o temor com a Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo vírus que já infectou mais de 101 mil pessoas no Brasil e matou mais de 7 mil, mostrou pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira.
Segundo o levantamento, aqueles que avaliam o papel de Bolsonaro no combate à pandemia como ótimo ou bom passou de 30% em levantamento de 22 de abril para 23% agora.
Os que veem a atuação do presidente neste campo como ruim ou péssima são 54%, contra 48% na pesquisa anterior. Para 22% o desempenho de Bolsonaro nesta área é regular, contra 20%, e 1% não respondeu, ante 2%.
Em várias ocasiões o presidente minimizou a gravidade da Covid-19, chegando a classificá-la de "gripezinha", e também tem criticado o isolamento social, ferramenta preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para frear a propagação do vírus.
Na semana passada, Bolsonaro respondeu "e daí?" e "quer que eu faça o quê?" ao comentar o número recorde diário de mortes provocadas pela doença e responsabilizou os governadores pelas mortes, afirmando que elas não entrariam em sua conta.
A pesquisa mostrou ainda que 48% dos entrevistados estão com muito medo do surto de coronavírus, contra 41% em 22 de abril, e que 18% não está com medo da pandemia, contra 21% na pesquisa anterior. O percentual dos que têm um pouco de medo é de 33%, contra 37% e o dos que não responderam se manteve em 1%.
Em fevereiro, quando o Ipespe fez esta pergunta pela primeira vez, 49% não tinham medo do coronavírus, 29% tinham um pouco de medo e 21% tinham muito medo.
O levantamento ouviu 1.000 pessoas entre terça e quinta-feira da semana passada e a margem de erro da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais.
(Por Eduardo Simões; Edição de Pedro Fonseca)
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Elton Szweryda Santos Paulinia - SP
Onde sera que foi feito essa pesquisa? Quem foi consultado, só aposentados?