China intensificará ajustes de política macroeconômica em meio a pandemia de coronavírus

PEQUIM (Reuters) - A China intensificará os ajustes de suas políticas macroeconômicas à medida que o desenvolvimento do país enfrenta dificuldades e desafios sem precedentes devido à pandemia de coronavírus, disse o primeiro-ministro do país, Li Keqiang, nesta segunda-feira, segundo a TV estatal.
A China também se esforçará para atingir metas e tarefas de desenvolvimento econômico e social este ano, informou a Televisão Central da China, citando Li em uma reunião com autoridades de outros partidos políticos para discutir o relatório de trabalho do governo, que será divulgado em breve na reunião anual do Parlamento, ainda este mês.
(Por Stella Qiu e Yew Lun Tian)
BC da China sinaliza mais medidas para sustentar economia após surto de coronavírus

PEQUIM (Reuters) - O banco central da China afirmou no domingo que vai acelerar os ajustes contracíclicos para sustentar a economia e tornar a política monetária mais flexível para conter os riscos financeiros.
O relatório de implementação de política monetária do primeiro trimestre do Banco do Povo da China não repetiu a antiga promessa de evitar uma "enxurrada" de estímulo para sustentar o crescimento, reforçando sinais de mais medidas.
A tendência econômica estável de longo prazo permanece inalterada, apesar do surto de coronavírus, disse o banco central.
"Mas no momento, os desafios enfrentados pela economia da China são sem precedentes, precisamos considerar totalmente as dificuldades, riscos e incertezas", disse o banco.
O banco central afirmou ainda que vai manter a liquidez ampla, usando medidas agregadas e estruturais, e continuará a aprofundar as reformas dos juros para ajudar a reduzir os custos de empréstimos e destinar recursos financeiros de forma mais eficiente na economia.
O banco central também vai sustentar a economia real, especialmente pequenas e médias empresas, disse.
"Devemos lidar adequadamente com a relação entre estabilização do crescimento, garantia de emprego, ajuste da estrutura, prevenção de riscos e controle da inflação", disse o Banco Central do Povo da China.
A economia da China contraiu 6,8% no primeiro trimestre ante o ano anterior, encolhendo pela primeira vez desde ao menos 1992, uma vez que o surto de coronavírus paralisou a produção e os gastos.
(Reportagem de Judy Hua, Samuel Shen e Kevin Yao)
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