OMS deve retomar ensaio clínico com hidroxicloroquina na luta contra Covid-19
GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde deve retomar seu ensaio clínico com a hidroxicloroquina para uso potencial contra o novo coronavírus, disse nesta quarta-feira o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, depois que os testes foram suspensos devido a preocupações com a saúde dos pacientes.
Tedros também disse em uma entrevista online a jornalistas que está "especialmente preocupado" com o surto na América Central e América do Sul, onde as infecções estão se espalhando rapidamente.
A decisão vem no rastro da suspensão dos pagamentos dos Estados Unidos à entidade e na carta aberta de dezenas de pesquisadores que apontaram falhas metodológicas e éticas no estudo sobre a substância publicado pela revista britânica The Lancet, feito com 960 mil pacientes da doença.
O governo americano acusa a Organização Mundial de Saúde, atualmente presidida pelo etíope Tedros Adhanoum Gebreyesus, de ser cúmplice da China, que escondeu a gravidade do novo coronavírus quando a epidemia em Wuhan começou.
No estudo divulgado pela revista, a hidroxicloroquina é apontada como causadora de maior mortalidade entre os pacientes de Covid-19. Ele embasou a decisão da OMS de suspender os testes com a hidroxicloroquina. Depois da carta aberta dos pesquisadores, a Lancet reconheceu ontem que no estudo, submetido agora a uma auditoria independente, pode haver problemas metodológicos.
Vacina contra covid-19 desenvolvida em Oxford será testada no Brasil

A vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida na Universidade de Oxford, no Reino Unido, será testada também no Brasil, conforme publicação na noite desta terça-feira, 2, no Diário Oficial da União. Considerado um dos mais promissores, o imunizante já está na fase três de testes, em que dez mil pessoas serão testadas para se avaliar a eficácia do produto. Das mais de 70 vacinas em desenvolvimento em todo o mundo, é a que se encontra em estágio mais avançado.
Duas mil pessoas participarão dos testes no Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro, que contam com o apoio do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A articulação para a vinda dos testes ao Brasil contou com a liderança da Professora Doutora Sue Ann Costa Clemens, diretora do Instituto para a Saúde Global da Universidade de Siena e pesquisadora brasileira especialista em doenças infecciosas e prevenção por vacinas, investigadora do estudo.
Em São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e contaram com a viabilização financeira da Fundação Lemann no custeio de toda a infraestrutura médica e de equipamentos necessários.
A Unifesp irá recrutar mil voluntários que estejam na linha de frente do combate à covid-19, uma vez que estão mais expostos à contaminação. Eles precisam ser soronegativo, ou seja, pessoas que não tenham contraído a doença anteriormente.
Segundo Dra. Lily Yin Weckx, investigadora principal do estudo e coordenadora do CRIE-Unifesp, "o mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivos."
Há outros países cuja participação está em processo de análise e aprovação. Os resultados desses testes serão primordiais para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para final deste ano Entretanto, o registro formal deve acontecer apenas após a conclusão dos estudos realizados em todos os países participantes.
Para Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, organização viabilizadora dos recursos necessários à realização do estudo de eficácia da vacina em São Paulo, "inserir o Brasil no panorama de vacinas contra a covid-19 é um marco importante para nós, brasileiros, e acredito que poderemos acelerar soluções que tragam bons resultados e rápidos. Para a Fundação Lemann esta é mais uma importante oportunidade de contribuir em iniciativas de grande impacto para o nosso país e sua gente.
Bolsonaro: “Eu já peguei 20 vezes este vírus, talvez, ou o vírus não quer papo comigo”
Jair Bolsonaro afirmou que “talvez” já tenha pegado “20 vezes” a Covid-19 e que foi mal interpretado ao se referir à doença como uma “gripezinha”.
“A garotada, quando pega, nem sente. Desceram o cacete em mim porque eu falei que o meu caso, o meu, meu, particular, é gripezinha. Desceram o cacete em mim.”
E concluiu:
“Agora, eu, apesar de estar no grupo de risco, eu sou o comandante da nação, tenho que estar no meio do povo. E ando no meio do povo. Eu já peguei 20 vezes este vírus, talvez, ou o vírus não quer papo comigo. É uma realidade. Vai pegar, vai contaminar muita gente. Parece que o time do Vasco tem um montão de cara com vírus lá. Vai pegar, e a grande maioria nem vai saber que pegou. Talvez o meu caso. Assintomático.”
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