Preços ao consumidor nos EUA caem pelo terceiro mês consecutivo

WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor nos Estados Unidos caíram pelo terceiro mês consecutivo em maio e a inflação subjacente foi fraca, à medida que a demanda permaneceu moderada em meio à recessão causada pela pandemia de Covid-19.
O Departamento do Trabalho informou nesta quarta-feira que seu índice de preços ao consumidor recuou 0,1% no mês passado, após forte queda de 0,8% em abril, maior declínio desde dezembro de 2008.
Nos 12 meses até maio, o índice subiu 0,1%. Esse foi o menor aumento anual desde setembro de 2015 e se seguiu a um aumento de 0,3% em abril.
Economistas consultados pela Reuters esperavam estabilidade nos preços ao consumidor em maio e avanço de 0,2% na base anual.
A NBER, agência de pesquisa econômica considerada árbitro das recessões norte-americanas, disse na segunda-feira que a economia entrou em recessão em fevereiro. Empresas não essenciais foram fechadas em grande parte do país em meados de março para retardar a disseminação do Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, quase paralisando a economia.
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice de preços caiu 0,1% em maio, após recuar 0,4% em abril, maior declínio desde que a série começou em 1957. O núcleo do índice de preços ao consumidor recuou em março pela primeira vez desde janeiro de 2010.
Maio marcou a primeira vez que o núcleo do índice de preços ao consumidor caiu por três meses consecutivos. Nos 12 meses até maio, o núcleo do índice subiu 1,2%, menor ganho desde março de 2011. O núcleo havia aumentado 1,4% em abril na base anual.
O Federal Reserve acompanha o índice de preços das principais despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) para sua meta de inflação de 2%. O núcleo do PCE subiu 1,0% em abril na leitura anual, menor avanço desde dezembro de 2010. Os dados de maio serão divulgados no final do mês.
O Departamento do Trabalho disse que a coleta de dados nas lojas permanece suspensa desde 16 de março devido aos riscos de exposição ao Covid-19. O departamento acrescentou que a coleta de dados no mês passado também foi impactada "pelo fechamento temporário ou operações limitadas de certos tipos de estabelecimentos", levando a "um aumento no número de preços considerados temporariamente indisponíveis e atribuídos".
Muitos índices estão sendo baseados em quantidades menores de preços coletados do que o habitual, e um pequeno número de índices que normalmente são divulgados não foi publicado em maio.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
0 comentário
Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição