Em formatura de paraquedistas, Bolsonaro exalta presença militar no governo

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro exaltou neste sábado a presença dos militares em seu governo e disse que conta com a força deles para cumprir a missão de ter um país melhor do que recebeu no início da sua gestão.
As declarações foram feitas em discurso nesta manhã durante formatura de paraquedistas na Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro.
"Hoje, o paraquedista não apenas salta da rampa (de aviões militares). Ele sobe a rampa do (Palácio do) Planalto central, para mostrar a todos no Brasil que temos honra na condução das questões públicas e que queremos sim um Brasil muito melhor do que aquele que recebi em janeiro do ano passado", disse.
Na cerimônia, Bolsonaro --que foi paraquedista do Exército antes de seguir carreira política-- disse que conta "com a força de vocês" para cumprir "esta missão", destacando a "lealdade absoluta" ao Brasil.
No discurso, o presidente disse aos formandos que a partir deste sábado "somos todos iguais". "O mesmo objetivo, com sacrifício da própria vida, defender a nossa pátria, mas também lutar pela integridade do nosso território, pela nossa democracia e aquilo que é sagrado em qualquer povo, a nossa liberdade", destacou.
Quase metade da população isenta Bolsonaro de culpa por 100 mil mortes por Covid, diz Datafolha

BRASÍLIA (Reuters) - Quase metade dos brasileiros, 47%, acreditam que o presidente Jair Bolsonaro não tem qualquer culpa pelas 100 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil, mostrou pesquisa Datafolha publicada neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo, que apontou ainda que 41% apontam o presidente como um dos culpados, mas não o principal, e apenas 11% o enxergam como o principal responsável.
A pesquisa foi feita por telefone com 2.065 brasileiros adultos que usam celular, nos dias 11 e 12 deste mês. A marca das 100 mil mortes por Covid-19 foi atingida em 8 de agosto.
Segundo a sondagem, o percentual dos que não atribuem ao presidente responsabilidade pelas mortes é maior entre aqueles que consideram seu governo ótimo ou bom (80%) e entre os que votaram nele no segundo turno das eleições (64%). Por outro lado, entre os que consideram o atual governo ruim ou péssimo, 86% creem na responsabilidade parcial ou total de Bolsonaro pelos óbitos.
Outro trecho da pesquisa, divulgada pelo jornal na quinta-feira, mostrou que Bolsonaro atingiu a melhor avaliação do seu mandato: 37% consideram seu governo ótimo ou bom, regular são 27% e ruim ou péssimo, 34%.
Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem sido um crítico de medidas de distanciamento social --tida como uma das mais eficazes para evitar o alto contágio do vírus. Ele também tem minimizado a pandemia e defendido que também é importante cuidar para evitar um desemprego em massa.
O Brasil é o segundo país com maior número de mortes e casos de Covid-19, respectivamente, 106.523 óbitos e 3.275.520 infectados, segundo dados da pasta da sexta, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
A sondagem mostrou que quase metade dos entrevistados, 49%, também veem responsabilidade da população como um todo, dizendo que os brasileiros não fazem o necessário para conter a doença.
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