Ibovespa fecha acima de 116 mil pontos e reverte perdas em 2020

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% e acima dos 116 mil pontos nesta terça-feira, renovando máximas desde fevereiro e passando a mostrar sinal positivo no acumulado de 2020.
Perspectivas otimistas com campanhas de vacinação no exterior e o progresso em direção a mais estímulos fiscais nos Estados Unidos respaldaram apetite a risco nos mercados globais, beneficiando a bolsa paulista.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,36%, a 116.174,86 pontos, de acordo com dados preliminares, máxima de fechamento desde 19 de fevereiro, passando a mostrar performance positiva de 0,46% no ano.
O volume financeiro no pregão somava 24,66 bilhões de reais.
Otimismo externo ampara queda do dólar ante real
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, com investidores espelhando o movimento da moeda norte-americana no exterior, num dia positivo para ativos de risco no mundo diante de expectativas de estímulos nos Estados Unidos e de progressos na vacinação contra a Covid-19.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,77%, a 5,0873 reais na venda.
No exterior, o índice do dólar cedia 0,2%, operando próximo de mínimas em dois anos e meio. Evidenciando a busca por ativos de risco, como moedas correlacionadas a commodities, o peso mexicano saltava 1,6%, o rand sul-africano ganhava 0,8% e o dólar canadense subia 0,6%.
Wall Street avançava mais de 1%, e o Ibovespa escalava 1,3%, superando os 116 mil pontos e zerando as perdas de 2020.
"Investidores seguem focados na luz no fim do túnel --as melhores perspectivas de retorno à normalidade com a distribuição das vacinas", disse Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.
O foco nas discussões sobre mais estímulo nos Estados Unidos também está no radar, com analistas contando que a aprovação de mais ajuda fiscal ajudará a conter a disseminação do coronavírus e amenizará os impactos econômicos da pandemia.
Na véspera, os mercados passaram por alguma realização de lucros, mas de forma geral analistas ainda veem o cenário como favorável.
Pesquisa do Bank of America com gestores de fundos da América Latina mostrou otimismo com o real, com 69% dos consultados vendo o dólar abaixo de 5,10 reais ao fim de 2021, contra 45% da sondagem anterior. Além disso, o real é a moeda mais citada (42%) como resposta a qual divisa terá desempenho superior nos próximos seis meses, seguida por peso mexicano (19%).
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