Pazuello diz que Brasil "jamais será dividido" em chegada de vacinas da AstraZeneca ao Brasil

Publicado em 23/01/2021 09:19 e atualizado em 24/01/2021 14:46 243 exibições

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na noite desta sexta-feira que o Brasil "jamais será dividido" em pronunciamento na chegada ao país do primeiro lote com 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 da farmacêutica AstraZeneca, fabricados na Índia pelo Instituto Serum, em mais um lance do embate do governo Jair Bolsonaro na disputa com o governador de São Paulo, João Doria, em relação à imunização dos brasileiros.

"Contem conosco, vamos ficar juntos, nosso país jamais será dividido, nenhum brasileiro é mais importante do que o outro, nenhum Estado é mais importante do que o outro, todos receberão o seu material, as suas vacinas num período de 24 horas aproximadamente do início da distribuição", disse.

"Contem com o governo federal, com o governo Jair Bolsonaro, Brasil imunizado, somos uma só nação", acrescentou.

Ao lado do embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, e outros ministros do governo, Pazuello disse acreditar que no sábado, provavelmente no final do dia, vai haver a distribuição aos demais Estados das doses do imunizante da AstraZeneca.

O ministro da Saúde destacou ainda o fato de os governadores terem fechado um acordo de priorizar Manaus com a remessa de 5% do lote do imunizante, citando que a capital do Amazonas é "onde está o maior risco do país".

Manaus passa por uma forte crise de saúde pública com a explosão de casos e mortes por Covid-19 em meio à falta de suprimento de oxigênio para atendimento de pacientes.

A vacina da AstraZeneca --a principal aposta do governo federal para o plano nacional de imunização-- chegou ao país uma semana depois do que se previa inicialmente. Houve atrasos no envio do lote da Índia, segundo país mais populoso do mundo que começou sua vacinação contra Covid-19.

O governo Bolsonaro teve que começar a vacinação no Brasil com a CoronaVac, imunizante do acordo firmado pelo Instituo Butantan, ligado ao governo de São Paulo, do desafeto João Doria, com o laboratório chinês Sinovac.

Em várias ocasiões, Bolsonaro chegou a fazer críticas e lançar dúvidas sobre a CoronaVac sobre a eficácia e questionou a origem chinesa dessa vacina. Teve de recuar, contudo, após pressão dos governadores e o avanço de Doria --potencial adversário na sucessão de 2022-- nas discussões sobre vacinação no país.

Nesta sexta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um segundo lote de vacinas da CoronaVac para uso emergencial no país, de 4,8 milhões de doses, subindo com isso para 10,8 milhões de doses desse imunizante que podem ser aplicados nos brasileiros.

Fiocruz libera neste sábado doses da vacina de Oxford aos Estados

São 2 milhões de doses do imunizante; Instituto fará checagem de qualidade (no Poder360)

As doses da vacina da AstraZeneca/Oxford chegaram nessa 6ª feira (22.jan.2020) ao Brasil

As 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford, desenvolvida em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), começarão a ser distribuídas para os Estados na tarde deste sábado (23.jan.2021). Depois de chegar em voo da Emirates no Aeroporto de Guarulhos, às 17h20 de 6 ª feira (22.jan), a carga foi transportada em um avião da Azul até a Base Aérea do Galeão, onde chegou às 22h.ebc.png?id=1399509&o=nodeebc.gif?id=1399509&o=node

O avião foi recebido na pista por um batismo simbólico, com jatos de água lançados em forma de arco pelos bombeiros do Aeroporto Rio-Galeão.

As vacinas foram fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia, e eram aguardadas desde 16 de janeiro, mas tiverem atraso no envio por questões internas da Índia.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. Também estavam presentes o embaixador da Índia, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade. Esta última se juntou ao grupo no Rio de Janeiro.

A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro. E isso vai nos colocar, rapidamente, no topo da lista do número de vacinados. Com 8 milhões de doses, nós passaremos a ser o segundo país do ocidente que mais vacinou”, disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea.

O ministro Ernesto Araújo ressaltou a cooperação e a relação diplomática com a Índia. “Isto aqui é o começo de uma parceria tanto na área farmacêutica quanto em muitas outras áreas com a Índia. País pelo qual temos uma admiração imensa, uma amizade imensa, que agora se consolida ainda mais”, afirmou Araújo.

O embaixador indiano classificou o momento como um dia histórico entre os dois países. “Este dia traz sorrisos e otimismo a muitas pessoas. O Brasil é o primeiro país a receber esta carga e nós estamos muito orgulhosos de fazer parte deste processo. A Índia assegurará vacinas para todos os países e todos os povos”, declarou Suresh Reddy.

Para a presidente da Fiocruz, a chegada da vacina é uma vitória da ciência. “Neste momento de perdas, ter a vacina é uma esperança que vem da ciência, que vem do Sistema Único de Saúde. É uma vacina com 70% de eficácia e que poderá ser administrada no intervalo de 12 semanas. Isto será muito importante para o nosso sistema de saúde”, ressaltou Nísia Trindade.

FIOCRUZ

Da Base Aérea, as vacinas seguiram em caminhões refrigerados para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português.

Esse processo será feito ao longo da madrugada e da manhã de sábado e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção. A previsão é de que as vacinas estejam prontas para distribuição para todos os Estados brasileiros no período da tarde.

Toda a logística de distribuição ficará sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

BOLSONARO

Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a chegada das 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford ao Brasil. Ele disse que foram “negociadas pelo Ministério da Saúde e [a vacina já foi] adquirida também por um grande número de países”.

Com informações da Agência Brasil

Chega ao Brasil primeiro lote de vacina da AstraZeneca contra Covid-19

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - Desembarcou no final da tarde desta sexta-feira no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o primeiro lote da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca-Oxford, num total de 2 milhões de doses fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia autorizado ainda no domingo o uso emergencial dessas doses da vacina, fruto de uma parceria firmada com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O lote dessa vacina --que era a aposta inicial do governo federal para deflagrar o plano de imunização-- atrasou uma semana para chegar ao país, segundo os planos iniciais do governo.

Segundo a Fiocruz, após os trâmites alfandegários, as vacinas vão seguir diretamente para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro para desembarque e trajeto até a fundação.

Após o aval da Anvisa no domingo, o Brasil iniciou a vacinação contra Covid-19 em caráter emergencial com o uso inicialmente de 6 milhões de doses da chinesa CoronaVac.

Nesta sexta, o órgão regulador autorizou o uso emergencial de outros 4,8 milhões de doses da vacina chinesa, que foram envasadas no país pelo Instituto Butantan.

Fonte:
Reuters/Poder360

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