Mais 10 milhões de doses da vacina devem chegar da Índia em 8 de fevereiro

Publicado em 25/01/2021 19:33 326 exibições
Vacina é da Oxford/AstraZeneca (no Poder360)

O governador do Piauí e coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores, Wellignton Dias (PT), afirmou nesta 2ª feira (25.jan.2021) que mais 10 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Oxford e AstraZeneca serão importadas da Índia. Elas devem chegar ao Brasil até 8 de fevereiro.

Eis a íntegra da nota divulgada pela Assessoria de Dias:

“Consideramos grande avanço o acordo com a Índia para a entrega dos 2 milhões de doses prontas da Serum /Astrazeneca e também para mais 10 milhões de doses até 8 de fevereiro. Foi o caminho da diplomacia, da relação Governo Central do Brasil com Governo da Índia que deu este resultado. Por que não fazer com a mesma prioridade com a China para 200 milhões de IFAS para 100 milhões de dose pela Fiocruz e 100 milhões de doses pelo Butantã ? E com a Rússia para 10 milhões de doses prontas da Sputinik V via laboratório brasileiro União Quimica e mais até 20 milhões de doses no Brasil por mês ? Com o Reino Unido / Astrazeneca / Oxford para ampliar de 15 para 30 milhões de IFA / mês para Fiocruz… Literalmente é uma pauta mais que prioridade, é decisão de vida ou milhares de mortes no Brasil”. Wellington Dias, governador do Piauí, presidente do Consorcio Nordeste e coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores.

O Brasil recebeu 2 milhões de unidades do imunizante na 6ª (22.jan), uma semana depois do esperado. A prioridade agora são países vizinhos da Índia e nações que ainda não receberam a vacina.

A vacina é produzida na Índia pelo Instituto Serum. Suresh Jadhav, um dos diretores-executivos do laboratório, disse à CNN Brasil que a entidade quer “acesso equitativo” às vacinas. De acordo com Jadhav, o laboratório poderá enviar novas doses ao Brasil “mais tardar até o mês que vem”.

Ele acrescentou: “Estamos cobrindo uma população de quase 2,5 bilhões a 3 bilhões de pessoas nesses países. Então, acho que temos as nossas mão cheias. Quando terminarmos de fornecer vacinas a esses países, podemos assumir mais países”.

Em nota, a Fiocruz afirmou que a importação de mais doses está sendo discutida com a Índia. Mas declarou que “ainda não há um quantitativo acertado”.

PRODUÇÃO NO BRASIL

A Fundação Fiocruz irá produzir 100,4 milhões de doses com insumos importados da AstraZeneca, e depois fabricará mais 110 milhões de doses de forma independente.

Um dos motivos para importar a vacina da AstraZeneca é o atraso na produção da Fiocruz, que ainda espera a chegada da matéria-prima para iniciar a fabricação. A 1ª remessa de 30 milhões de doses estava prevista para fevereiro, mas foi adiada para o mês seguinte.

A aplicação das doses importadas da Índia começou no domingo (24.jan). Até o início da tarde desta 2ª feira (25.jan), pelo menos 634,4 mil brasileiros receberam a 1ª dose. O número incluem aqueles que receberam a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa SinoVac.

Insumos para a CoronaVac chegarão ao Brasil nos próximos dias, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 2ª feira (25.jan.2021) que a China autorizou a exportação de 5.400 litros de insumos para a CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida, no Brasil, pelo Instituto Butantan.

 “A Embaixada da China nos informou, pela manhã, que a exportação dos 5.400 litros de insumos para a vacina CoronaVac foi aprovada e já estão em área aeroportuária para pronto envio ao Brasil, chegando nos próximos dias”, escreveu em suas contas oficiais nas redes sociais.

Além dos insumos necessários para a continuidade da produção da CoronaVac no Brasil, o presidente Bolsonaro citou a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford e produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Disse, sem mais detalhes, que os insumos desse último imunizante estão com “liberação sendo acelerada”.

Por meio do canal oficial do Telegram, o presidente enviou a mensagem e uma foto com o presidente da China, Xi Jinping. Agradeceu a “sensibilidade” do governo chinês e, nominalmente, o “empenho”  dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Eduardo Pazuello (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura).

Em vídeo divulgado na conta oficial do ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania) no Twitter, Pazuello diz que a previsão de chegada dos insumos é “até o final desta semana”.  Completou dizendo que o recebimento dos materiais da China garantirá “a continuidade da fabricação e distribuição das vacinas”. 

Na 5ª feira (20.jan), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a matéria-prima usada na produção da CoronaVac “já foi quase que totalmente processada”. Ele pediu que o governo federal se empenhasse para acelerar a importação dos insumos da China.

“Peço ao nosso presidente [Jair Bolsonaro] e ao nosso ministro das Relações Exteriores [Ernesto Araújo] que nos ajude a aplainar essa relação com a China e que haja procedimentos, haja solicitação para que os procedimentos burocráticos para esta exportação aconteçam no mais curto período de tempo”, disse Covas.

A vacinação contra o coronavírus começou no Brasil com a distribuição de 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China. No entanto, a expectativa é que a imunização só avance depois do início da fabricação das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz. O processo depende da chegada dos insumos ao país.

Vacinação em massa é principal desafio do país em 2021, diz Guedes

LOGO REUTERS

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira que a vacinação em massa é o grande desafio do governo em 2021, frisando que a imunização em larga escala, juntamente com o retorno seguro ao trabalho e a retomada da tramitação das reformas econômicas no Congresso, permitirá ao país sustentar uma retomada econômica baseada em investimentos.

"Acredito que neste terceiro ano (de governo), o grande desafio é a vacinação em massa", disse ele em coletiva de imprensa virtual para apresentar os dados da arrecadação federal no acumulado de 2020, acrescentando que a distribuição das vacinas já começou.

De acordo com Guedes, o Brasil poderá "surpreender de novo" o mundo se houver êxito em reduzir a taxa de mortalidade em decorrência da Covid-19. "A mortalidade é acima de 80% justamente na faixa dos mais idosos. Então se concentramos o fogo ali (imunização), podemos derrubar rapidamente a taxa de mortalidade."

"Saúde e vacinação em massa são críticos, são fatores críticos de desempenho, econômico também. Então para que a economia possa voar novamente, nós precisamos acelerar essa vacinação em massa."

Em sua participação, Guedes também rechaçou críticas de que o governo estaria concentrando os esforços na compra de apenas um imunizante. "O Brasil está, realmente, tentando comprar todas as vacinas. A crítica de que nós teríamos ficado em uma vacina só simplesmente não cabe", rebateu.

Vacina da Moderna é eficaz contra novas cepas do coronavírus, diz empresa

O laboratório Moderna publicou uma nota nesta 2ª feira (25.jan.2021) afirmando que “a vacinação com a vacina Moderna COVID-19 produziu anticorpos contra todas as variantes emergentes testadas, incluindo B.1.1.7 e B.1.351, identificadas pela primeira vez no Reino Unido e na República da África do Sul, respectivamente”. Eis a íntegra (43 kb) do comunicado, em inglês.

O estudo identificou que, no caso da variante da África do Sul, a produção de anticorpos caiu 6 vezes. A farmacêutica norte-americana declarou que “apesar desta redução, os níveis de título de neutralização com B.1.351 permanecem acima dos níveis que se espera que sejam protetores”. Mas também disse que os níveis mais baixos de anticorpos “podem sugerir um risco potencial de diminuição precoce da imunidade às novas cepas B.1.351”.

Foram analisados os dados de 8 participantes da 1ª fase de testes e também de macacos que receberam a vacina. O estudo será revisado por outros cientistas.

A empresa recomenda a aplicação de duas doses da vacina. Testará se uma dose de reforço melhora a resposta imunológica contra as novas variantes do coronavírus. Também desenvolverá uma vacina específica contra a cepa da África do Sul e “possíveis futuras variantes”.

De acordo com a farmacêutica, a expectativa é que a vacina atual “proteja contra cepas emergentes detectadas até o momento”. Mas não faz menção direta à variante identificada no Amazonas (denominada B.1.1.28). A eficácia da vacina da Moderna é de 94,5%.

Fonte:
Poder360

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