Petróleo Brent fecha acima dos US$ 62 pela 1ª vez em mais de 1 ano (alta de 5,3% na semana)
A cotação do barril do petróleo tipo Brent (referência do Mar do Norte, na costa do Reino Unido) fechou a semana aos US$ 62,43. O valor é o maior desde 22 de janeiro de 2020, quando fechou aos US$ 63,21. O petróleo tipo brent é considerado uma referência internacional para a commodity.
O otimismo com os estímulos econômicos nos Estados Unidos e as campanhas mundiais de vacinação puxaram a alta já na 2ª feira (8.fev).
Passe o cursor no gráfico abaixo para visualizar os valores:
O mercado acompanha ainda o insumo por meio do petróleo dos Estados Unidos (WTI), que fechou a semana aos US$ 59,47 o barril. A alta foi de 4,3% na semana.
O preço do combustível tem sido motivo de preocupação para o governo brasileiro. No começo do mês, caminhoneiros ameaçaram fazer greve por conta da política de paridade de preços adotada pela petroleira. Reclamam que o diesel está caro. Já os importadores de combustível afirmam que o valor, na verdade, está defasado.
O presidente Jair Bolsonaro diz que não interferirá da petroleira e que diminuirá os impostos que incidem sobre os combustíveis. A convocação do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para explicar a composição dos preços, no entanto, assustou os investidores. No último domingo (7.fev), a desconfiança em relação a política da empresa fez com que a Petrobras emitisse uma nota sobre o tema.
Mercados: Ibovespa recua 0,67% na semana; dólar fecha aos R$ 5,37
Índice brasileiro encerrou aos 119.428 pontos; Moeda dos EUA caiu 0,18% no período; Estrangeiros aplicaram R$ 1,1 bi este mês
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) teve alta de 0,11% nesta 6ª feira (12.fev.2021) e terminou a semana aos 119.428 pontos. Na semana, no entanto, o índice recuou 0,67%.
O dólar caiu 0,26% no último pregão e fechou cotado aos R$ 5,37. Teve leve queda de 0,18% desde o fechamento da última 6ª feira (5.fev).

A semana foi marcada pela aprovação do projeto de lei da autonomia do Banco Central. Mais do que o texto em si, o que animou o mercado foi a mensagem passada pelo novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de que pretende dar andamento à lista de propostas prioritárias do governo federal que estão em tramitação.
Por outro lado, indicadores de comércio e serviços referentes ao fechamento de 2020 deram a tônica da velocidade da recuperação da atividade econômica: as vendas no varejo aumentaram 1,2% em 2020, mas caíram 6,1% em dezembro, mostrou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na 4ª feira (10.fev). Na 5ª feira (11.fev), o órgão anunciou que os serviços caíram 7,8% no ano. Ambos os índices captam a redução do auxílio emergencial no fim de 2020 e a perspectiva de fim do benefício.
De olho nesses dados –e na queda de sua popularidade– o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o pagamento deve voltar a ser feito em março. Dessa vez, com 3 ou 4 parcelas. Ele não admitiu o valor, mas o Poder360 apurou que o desejo da equipe econômica é que o valor fique de R$ 200 a R$ 250, assim como propôs da 1ª vez.
CAPITAL ESTRANGEIRO E RISCO-PAÍS
Neste contexto, investidores estrangeiros colocaram R$ 1,1 bilhão na Bolsa neste mês até 4ª feira (12.fev), último dado disponível. No ano, o saldo está positivo em R$ 24,7 bilhões.

Usado para medir a confiança na economia, o risco-país, ou CDS (Credit Default Swap), registrou 153 pontos nesta 6ª (12.fev). Há 1 ano (12.fev.2020), registrava 99. Quanto maior a pontuação, maiores são os riscos.

Poder360
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