Órgão da UE recomenda evitar vacina da AstraZeneca para pessoas acima de 60 anos

Publicado em 13/06/2021 16:13 e atualizado em 13/06/2021 16:44 1460 exibições

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MILÃO (Reuters) - Os países devem evitar dar a vacina AstraZeneca contra Covid-19 a pessoas com mais de 60 anos, além de grupos de idade mais jovens, disse o chefe da força-tarefa do regulador de drogas da UE neste domingo.

A posição da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) é que a vacina AstraZeneca é segura e pode ser usada para todas as faixas etárias acima de 18 anos. No entanto, vários membros da União Europeia restringiram seu uso para pessoas na faixa etária de 50 a 65 anos, devido a casos raros de coagulação do sangue, principalmente entre os jovens.

"Em um contexto de pandemia, nossa posição era e é que a relação risco-benefício continua favorável para todas as faixas etárias", disse o chefe da força-tarefa do Covid-19, Marco Cavaleri, ao jornal italiano La Stampa.

No entanto, Cavaleri disse que como o número de casos da doença está caindo e levando em consideração que a população mais jovem está menos exposta aos riscos ligados a Covid-19, seria melhor usar vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como as vacinas Moderna e Pfizer-BioNTech, na população mais jovem.

Questionado sobre se as autoridades de saúde também deveriam evitar dar a vacina AstraZeneca a pessoas com mais de 60 anos, Cavaleri disse: "Sim, e muitos países, como França e Alemanha, estão considerando isso devido à maior disponibilidade de vacinas de mRNA."

No início da semana, o governo italiano disse que restringirá o uso da vacina AstraZeneca a pessoas com mais de 60 anos, depois que um adolescente que recebeu a vacina morreu devido a uma forma rara de coagulação do sangue.

O ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza, disse neste domingo que a Itália continuará a usar a vacina AstraZeneca em pessoas com mais de 60 anos, incluindo aqueles que não receberam a primeira injeção.

Como muitos países europeus, a Itália suspendeu brevemente a vacinação com AstraZeneca em março devido a preocupações com os raros problemas de coagulação do sangue.

Governo de SP prevê agora vacinar todos os adultos contra Covid-19 até 15 de setembro LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - O governador de São Paulo, João Doria, anunciou neste domingo a antecipação do calendário de vacinação contra Covid-19, prevendo agora que toda a população acima de 18 anos no Estado receberá a primeira dose de imunizantes contra a doença até 15 de setembro.

"Antecipamos em 30 dias o prazo de vacinação em São Paulo", disse Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. "Até lá, todas as pessoas com mais de 18 anos residentes em São Paulo terão recebido ao menos a primeira dose da vacina."

A vacinação vai depender das entregas de doses e de insumos pelo Ministério da Saúde. A antecipação foi baseada no cronograma de entrega dos imunizantes da Pfizer e da Janssen, além das vacinas CoronaVac, do Instituto Butantan, e Astrazeneca, da Fiocruz.

Inicialmente previsto para acontecer até 31 de dezembro, o calendário foi antecipado pela terceira vez neste mês e acontece em meio à disponibilização de vacinas de diferentes fabricantes do imuzinante contra a doença provocada pelo coronavírus.

"São Paulo será o primeiro Estado do país a imunizar toda sua população (adulta)", afirmou Doria a jornalistas.

Pelo novo cronograma, pessoas de 50 a 59 anos, sem comorbidades, serão vacinadas a partir de 16 de junho. A partir do dia 23 serão incluídas pessoas de 43 a 49 anos, sendo estendido a pessoas de 40 a 42 anos a partir do dia 30.

A antecipação ocorre enquanto a disponibilização de vacinas de diferentes fabricantes começa a ganhar tração no Brasil. Em maio, o Instituto Butantan recebeu 3 mil litros de IFA do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para produzir o imunizante Coronavac. Um novo lote de 6 mil litros de IFA para produção de mais 10 milhões de doses deve chegar até o fim deste mês.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) previu no início do mês que 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca fabricadas pela Fiocruz sejam produzidas no segundo semestre.

O país também já recebeu 3,4 milhões de doses da vacina Pfizer e BioNTech, de um total contratado de 200 milhões. E o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse no sábado que o país receberá na terça-feira 3 milhões de doses da vacina da Janssen, unidade da Johnson & Johnson.

Sem a inclusão das doses da Janssen na contagem, o Ministério da Saúde havia informado na quarta-feira uma nova redução, de quase 2 milhões de doses na previsão de entrega de vacinas ao país neste mês, para 37,9 milhões de doses. A redução se deveu à um menor volume de doses derivadas do consórcio Covax previsto para junho.

No sábado, o Brasil teve mais 2.037 novos óbitos devido à Covid-19, o que eleva o total de vítimas fatais da doença a 486.272 no país, segunda maior contagem no mundo, só atrás dos Estados Unidos.

Com mais de 2 mil óbitos, Brasil supera 486 mil vítimas fatais pela Covid-19 (com 15.761.177 pessoas recuperadas)

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SÃO PAULO (Reuters) -O Brasil registrou neste sábado 2.037 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de vítimas fatais da doença no país a 486.272, informou o Ministério da Saúde.

Também foram contabilizados, de acordo com a pasta, 78.700 novos casos de coronavírus, com o total de infecções no país avançando para 17.374.818.

O Brasil tem o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo, só atrás dos Estados Unidos, e a terceira maior contagem de casos confirmados, atrás dos EUA e da Índia.

Estado brasileiro mais afetado pela Covid-19 em termos absolutos, São Paulo chegou neste sábado às marcas de 3.449.577 casos e 117.887 mortes.

Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções registradas, com 1.678.558 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos, com 52.927.

O governo federal ainda reporta 15.761.177 pessoas recuperadas da Covid-19 e 1.127.369 pacientes em acompanhamento.

Brasil recebe 3 mi de doses da vacina da J&J na 3ª, aplicação será feita em capitais

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SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil receberá na terça-feira 3 milhões de doses da vacina contra Covid-19 da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, que serão aplicadas apenas nas capitais do país, disse neste sábado o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O ministro fez o anúncio após a agência reguladora dos Estados Unidos Food and Drugs Administration (FDA) autorizar a vinda das doses ao Brasil e ampliar a validade dos imunizantes de 27 de junho para 8 de agosto. Além disso, disse o ministério, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve avaliar nesta semana pedido da Janssen por uma prorrogação maior da validade das doses.

"Essas vacinas devem chegar no Brasil na terça-feira pela manhã", disse Queiroga em entrevista coletiva na sede da pasta, lembrando que, ao contrário das vacinas contra Covid-19 hoje em uso no Brasil, o imunizante da Janssen é de dose única, o que significa que, com essas doses que chegarão, 3 milhões de pessoas terão o esquema vacinal completo ao recebê-las.

O ministro afirmou que as doses da vacina da Janssen virão da unidade que produz doses do imunizante em Baltimore, nos EUA, a mesma planta onde foram registrados problemas de contaminação que levaram a FDA a pedir que a farmacêutica descartasse cerca de 60 milhões de doses da vacina.

Queiroga disse, no entanto, que a vinda das vacinas ao Brasil foi autorizada pelo órgão regulador norte-americano e que portanto, elas são seguras.

"Essas doses são seguras. As autoridades sanitárias americanas são rigorosas e a nossa Anvisa também, de tal maneira que podemos atestar que é algo seguro e que o brasileiro poderá usar essas doses com segurança", garantiu o ministro.

Também presente na entrevista coletiva, o secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, afirmou que houve um desconto de 25% no contrato da Janssen com o governo brasileiro, que prevê a compra de 38 milhões de doses de vacinas da marca, o que implicará em uma redução de 480 milhões de reais em relação ao valor previsto inicialmente.

Segundo ele, isso se deveu à decisão da farmacêutica de não lucrar com este primeiro contrato e à evolução do processo de fabricação, que a levou a perceber que o custo de produção será menor do que o previsto originalmente.

Fonte:
Reuters

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