Reservas internacionais brasileiras sobem US$15 bi em agosto, a US$370 bi, após alocação do FMI
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O Banco Central informou nesta sexta-feira que as reservas internacionais brasileiras subiram a 370,4 bilhões de dólares em agosto, alta de 14,7 bilhões de dólares sobre julho, principalmente por alocação promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Essa alocação, que foi de 15 bilhões de dólares para o Brasil, foi efetivada em 23 de agosto. Ela fez parte da distribuição dos chamados Direitos Especiais de Saque (DES) para os países membros da entidade, no valor total recorde de 650 bilhões de dólares, promovida como medida de resposta à crise econômica gerada pela pandemia.
Cada país recebeu o correspondente a sua cota no FMI, sendo que a do Brasil é de 2,32%.
Ao comentar o dado, o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, disse que os formuladores de política no país "identificaram que não tem nenhuma perspectiva de utilização" dos recursos repassados pelo FMI.
"Nós recebemos na reserva, registramos na dívida externa. Não tem, portanto, pagamento de juros em termos líquidos", disse Rocha.
Ele explicou que esse pagamento de juros só aconteceria se o país utilizasse os recursos, uma vez que deixaria de receber juros sobre o ativo (nas reservas) e passaria a pagar juros sobre o passivo (na dívida).
Em 2009, o país recebeu 3,5 bilhões de dólares em DES, equivalente a sua cota de então no FMI --de 1,42%-- sobre o montante total de 250 bilhões de dólares que fora distribuído em meio à crise financeira global.
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