Indicados de Biden ao Fed ficam no limbo após boicote republicano no Senado
![]()
Por David Morgan e Pete Schroeder e Lindsay Dunsmuir
(Reuters) - Uma ação do Senado dos Estados Unidos sobre os cinco indicados do presidente Joe Biden ao Federal Reserve foi interrompida na terça-feira, depois que republicanos boicotaram uma votação importante devido a objeções a Sarah Bloom Raskin, escolha da Casa Branca para ser a reguladora de Wall Street no banco central.
O presidente do Comitê Bancário do Senado, Sherrod Brown, adiou a votação dos indicados, que incluem o próprio chair do Fed, Jerome Powell, depois que nenhum dos 12 republicanos membros do painel compareceu à votação agendada para a tarde de terça-feira.
O senador Pat Toomey, principal republicano do Comitê, pediu aos colegas do partido que não votassem, citando o que ele disse serem perguntas não respondidas sobre um papel anterior de Raskin no conselho de uma empresa fintech.
Isso ocorre no momento em que o banco central dos EUA se prepara para aumentar os juros de forma a combater a inflação, que está nos patamares mais altos em 40 anos.
"Em vez de aparecer para trabalhar, para fazer seu trabalho, os republicanos abandonaram o povo americano", disse Brown aos outros 11 senadores democratas do Comitê de 24 membros que se reuniram para a votação.
A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que a decisão dos republicanos de boicotar a votação foi "extrema" e prometeu trabalhar com Brown para estabelecer um caminho para as indicações ao Fed.
0 comentário
Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e reacende expectativa de recuperação das exportações brasileiras de máquinas
Trump adverte sobre tarifas mais altas para países que "fizerem joguinhos" após decisão da Suprema Corte
Wall Street abre em baixa após incerteza sobre tarifas prejudicar apetite por risco
Ibovespa recua após recordes com política comercial dos EUA no radar; Telefônica Brasil sobe
China avalia decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas e diz que “disputa é prejudicial”
Estimativa para reconstrução da Ucrânia salta 12%, para US$588 bi, afirma Banco Mundial