Presidente da China diz que guerra na Ucrânia deve acabar, mas não culpa Rússia
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Por Steve Holland e Michael Martina e Ryan Woo
WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O presidente da China, Xi Jinping, disse ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma videoconferência nesta sexta-feira que a guerra na Ucrânia precisa acabar o mais breve possível, e pediu que os países da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) dialoguem com Moscou, mas não culpou a Rússia pela invasão.
Na conversa, que durou quase duas horas, era esperado que Biden dissesse ao líder chinês que Pequim irá pagar um preço alto se apoiar diretamente a invasão russa da Ucrânia, um alerta em tempos de aprofundamento da crise entre as duas maiores economias do planeta.
A Casa Branca não comentou imediatamente a ligação, mas deve oferecer detalhes no início da tarde.
Mais cedo na sexta-feira, a vice-secretária norte-americana de Estado, Wendy Sherman, disse que a China deveria garantir que não irá para o lado errado da história ao apoiar a Rússia em relação à Ucrânia.
"A China precisa ficar do lado correto da história. Precisa garantir que não ajude a contornar, financeiramente ou de qualquer outra maneira, as sanções que foram impostas sobre a Rússia", disse ela à CNN.
Xi disse a Biden que os conflitos e confrontos não interessam a ninguém, de acordo com uma nota do Ministério das Relações Exteriores da China.
"As principais prioridades agora são continuar o diálogo e as negociações, evitar baixas civis, prevenir uma crise humanitária, cessar os combates e acabar com a guerra o mais rápido possível", disse Xi a Biden em uma videochamada, segundo a imprensa estatal chinesa.
Todas as partes devem apoiar conjuntamente o diálogo e as negociações entre Rússia e Ucrânia, e os Estados Unidos e a Otan também devem conduzir conversas com a Rússia para resolver o "crucial" da crise na Ucrânia e as preocupações de segurança tanto da Rússia quanto da Ucrânia, disse Xi, segundo a mídia estatal.
"A crise na Ucrânia é algo que não queremos ver", teria dito Xi, segundo a imprensa estatal chinesa, na ligação, que foi solicitada pelo governo dos EUA.
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