Japão se aproxima de intervir no iene após rara declaração conjunta do governo e do BC
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O governo e o banco central do Japão disseram nesta sexta-feira que estão preocupados com as recentes quedas fortes do iene em uma rara declaração conjunta, o mais forte alerta até hoje de que Tóquio pode intervir para sustentar a moeda conforme ela despenca para mínimas de 20 anos.
A declaração ressalta a crescente preocupação das autoridades com os danos que a forte depreciação do iene poderia prejudicar a frágil economia japonesa, ao afetar a atividade comercial e os consumidores.
Mas muitos agentes do mercado duvidam que o Japão, membro do G7, venha a intervir em breve para elevar diretamente o iene, uma ação potencialmente custosa que ocorreu pela última vez há 20 anos.
Após uma reunião com seu homólogo do Banco do Japão, o principal diplomata cambial do país, Masato Kanda, disse a repórteres que Tóquio "responderá de forma flexível com todas as opções disponíveis".
Ele se recusou a dizer se Tóquio poderia negociar com outros países para entrar no mercado em conjunto.
O G7, do qual o Japão é membro, tem uma política antiga de que os mercados devem determinar as taxas de câmbio, mas que o grupo coordenará estreitamente os movimentos cambiais, e que os movimentos excessivos e desordenados das taxas de câmbio podem prejudicar o crescimento.
"Temos visto quedas acentuadas do iene e estamos preocupados com os movimentos recentes do mercado cambial", disse o Ministério das Finanças, o Banco do Japão e a Agência de Serviços Financeiros na declaração conjunta divulgada após a reunião de suas autoridades.
"Nós nos comunicaremos com as autoridades cambiais de cada país e responderemos adequadamente conforme necessário", com base nos princípios do G7, disse a declaração.
As autoridades das três instituições se reúnem ocasionalmente, geralmente para sinalizar aos mercados seu alarme com movimentos bruscos. Mas é raro que eles emitam uma declaração conjunta com avisos explícitos sobre as movimentações cambiais.
O iene subiu brevemente para 133,37 por dólar após a declaração, alta de 0,7%, antes de se acomodar em 133,67.
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