Veículos elétricos poderão representar 33% das vendas globais até 2028, diz estudo
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Por Paul Lienert
DETROIT, Estados Unidos (Reuters) - As vendas de veículos elétricos poderão atingir 33% globalmente até 2028 e 54% até 2035, conforme a demanda acelera na maioria dos principais mercados, disse nesta quarta-feira a consultoria AlixPartners.
Os veículos elétricos representaram menos de 8% das vendas globais em 2021, e pouco menos de 10% no primeiro trimestre deste ano.
Para apoiar essa demanda, montadoras e fornecedores planejam investimentos de pelo menos 526 bilhões de dólares em veículos elétricos e baterias até 2026, disse a empresa em relatório anual. Isso é mais do que o dobro da previsão de investimento de 234 bilhões de dólares para cinco anos, de 2020 a 2024.
Essa perspectiva de investimentos maiores "torna o crescimento do mercado de veículos elétricos inevitável", de acordo com Mark Wakefield, co-líder da área automotiva da consultoria.
A indústria de veículos enfrenta desafios econômicos e na cadeia de fornecedores durante a transição para a motorização elétrica, acrescentou Wakefield.
A transição exigirá "mudanças drásticas nos modelos operacionais - não apenas nas fábricas e nas pessoas, mas em todo o modo de trabalhar", disse ele.
As matérias-primas de veículos elétricos também custam mais que o dobro das usadas em modelos a combustão: 8.255 dólares por veículo contra 3.662 dólares por veículo, base em valores de maio deste ano.
O processo de eletrificação de automóveis custará aos fabricantes e fornecedores um total acumulado de 70 bilhões de dólares até 2030, de acordo com Elmar Kades, co-líder da área automotiva da AlixPartners.
A AlixPartners vê as restrições de fornecimento continuarem em 2024, e espera que as vendas totais de veículos em todo o mundo caiam para 79 milhões de unidades este ano, antes de subirem para 95 milhões em 2024.
Nos Estados Unidos, espera-se que as vendas totais de veículos aumentem para 16 milhões de unidades em 2023 e atinjam um pico de 17,5 milhões em 2024 antes de começarem a desacelerar entre 2025 a 2026.
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