FecoAgro/RS analisa que Plano Safra foi o possível no atual cenário
A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) entende que o Plano Safra 2022/2023, anunciado pelo governo federal nesta quarta-feira, 29 de maio, foi o possível. A avaliação é do presidente da entidade, Paulo Pires. Segundo o dirigente, neste contexto todo de juros internos e Taxa Selic nas alturas, com os juros subindo no mundo inteiro, já era esperado que o Plano Safra não viria com juros atraentes para o produtor.
Conforme Pires, o entendimento é que houve avanços com recursos, onde todos os itens tiveram aumento de disponibilidade. "Claro que temos uma elevação bem maior dos juros livres, mas os juros controlados registraram aumento de apenas 18%, que se comparado com o custo de produção muito alto. Entendemos o contexto e o importante é que temos um Plano Safra", ressalta.
O presidente da FecoAgro/RS também salienta que o anúncio realizado fortalece questões importantes de sustentabilidade e inovação. Além disso, o plano trata de forma específica o pequeno e médio produtor, que tem um tratamento especial no programa com taxas diferenciadas, o que é sempre um pedido feito pelo cooperativismo agropecuário, em ter esta atenção a estes produtores.
A questão do seguro rural foi outro ponto positivo na avaliação do dirigente. "Também queremos elogiar a parte do seguro e entendemos que ele se torna imprescindível, principalmente no Rio Grande do Sul. Por isso, é tão importante a questão destes recursos de subvenção", observa.
Pires reforça o cuidado apenas na parte dos grandes investimentos no atual momento, principalmente na questão da armazenagem, por exemplo, pois o retorno com um juro desses fica bem comprometido. Mas, em geral, o presidente da FecoAgro/RS frisa que esta era uma notícia muito esperada pela classe produtora. "Principalmente no Rio Grande do Sul, onde tivemos uma estiagem e o produtor necessita muito do financiamento. Agora temos o plano e vamos torcer para que todos estes números anunciados cheguem até as agências das entidades financeiras e tenhamos esta disponibilidade", complementa.
O presidente da FecoAgro finaliza lembrando que praticamente um terço da agricultura brasileira usa o Plano Safra para se financiar. "A importância do Plano Safra, especialmente dos juros equalizáveis, se torna uma referência para os financiamentos. Todo o país, em especial o Rio Grande do Sul, esperava por este plano", afirma.
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