Haddad reitera que qualquer alternativa à reoneração da folha de salários precisará de compensação no Orçamento
![]()
(Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que, caso o Congresso tenha outras alternativas para lidar com a questão da reoneração da folha de salários de 17 setores da economia que até o final de 2023 eram isentos do pagamento da contribuição patronal à Previdência, o governo vai "para a mesa ouvir", mas ele frisou que qualquer benefício a um setor da economia precisa ser compensado para garantir o equilíbrio orçamentário.
"Vamos sentar com os líderes e abrir os números", disse Haddad a jornalistas no Rio de Janeiro. "Tem uma coisa chamada Lei de Responsabilidade Fiscal e nós precisamos que qualquer gesto do Congresso na direção de um setor da economia tem que ser compensado por medidas que equilibrem o Orçamento."
O governo publicou no final do ano passado Medida Provisória (MP) estabelecendo a reoneração gradual da folha de salários para os 17 setores da economia, prevendo que eles voltarão a pagar alíquota cheia na contribuição patronal a partir de 2028.
A medida veio após o Congresso ter derrubado um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prorrogação da desoneração.
"Nós apresentamos uma alternativa que, na minha opinião, é bastante consistente com aquilo que vem sendo desenvolvido pelo Congresso junto ao Executivo", disse Haddad.
Mais cedo nesta segunda-feira, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), disse em entrevista à GloboNews que o governo está disposto a discutir a reoneração da folha por projeto de lei.
(Por Isabel Versiani)
1 comentário
Ibovespa fecha em queda com Brava capitaneando perdas; Usiminas sobe
Dólar tem variação discreta, mas fecha abaixo dos R$5,00 com otimismo sobre guerra
Taxas dos DIs caem com esperanças renovadas de acordo entre EUA e Irã
Motta sobre o fim da escala 6x1: "Foco é a redução da jornada sem redução salarial"
Justiça da Argentina ordena apreensão dos bens da ex-presidente Kirchner
Importação de gasolina pelo Brasil deve mais que dobrar em abril ante 2025, aponta Datagro
Henrique Afonso Schmitt blumenau - SC
A desoneração da folha dos setores beneficiados já vem de longa data e o governo já sabia disso. Sabe também que a MP é válida em definitivo depois de passar pelo congresso. Portanto, o executivo não poderia contar com a reoneração antes dela ser aprovada. Deveria, pois, contar com essa receita após a aprovação da MP pelo Congresso. Assumiu o risco e agora resolva da melhor maneira, que é CORTANDO OS GASTOS. Que pare de querer escravizar o povo e diminua as despesas... é isso que todos nós queremos.