Kremlin diz que deseja fim da guerra, mas processo de paz está "estagnado"
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MOSCOU (Reuters) - O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que quer que a guerra na Ucrânia termine o mais rápido possível, mas que os esforços para resolvê-la estagnaram.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, estava respondendo às falas feitas na sexta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que disse em uma reunião com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán: "Acho que concordamos que a guerra vai acabar em um futuro não muito distante".
Peskov reafirmou a posição do Kremlin de que a guerra pode terminar quando a Rússia atingir seus objetivos, e prefere fazer isso por meios políticos e diplomáticos.
"Mas atualmente há uma pausa, a situação está estagnada. Ela está estagnada não por nossa culpa", disse ele, culpando a Ucrânia.
A Ucrânia e seus aliados europeus rejeitam a acusação de Moscou de que estão bloqueando os esforços de paz. Nenhuma conversa cara a cara entre a Rússia e a Ucrânia foi realizada desde 23 de julho.
Trump tentou persuadir o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, a se reunirem, mas o Kremlin disse que essa cúpula só poderia ocorrer em Moscou -- uma condição que Zelenskiy rejeita. Ele disse várias vezes que não acredita que Putin esteja falando sério sobre a busca da paz.
Peskov afirmou que foi Kiev que não quis continuar a conversa.
"Eles estão sendo incentivados de todas as formas pelos europeus, que acreditam que a Ucrânia pode vencer a guerra e garantir seus interesses por meios militares", declarou.
Ele disse que isso é uma profunda ilusão, dada a situação na frente de batalha.
À medida que a guerra se aproxima do final de seu quarto ano, a Rússia detém cerca de 19% do território ucraniano e está se esforçando para tomar as cidades de Pokrovsk e Kupiansk.
(Reportagem de Dmitry Antonov)
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