Comércio da América Latina e do Caribe deve crescer em 2025 apesar de tarifas dos EUA, diz Cepal
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Por Fabian Cambero
SANTIAGO (Reuters) - A atividade comercial dos países da América Latina e do Caribe provavelmente crescerá em 2025, com as tarifas norte-americanas tendo um impacto menor do que o inicialmente previsto em toda a região, revelou um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) da ONU.
A Cepal projetou que o valor das exportações da região aumentará 5% este ano, em comparação com 4,5% em 2024, impulsionado por uma elevação de 4% no volume de exportações e um acréscimo de 1% nos preços, segundo o relatório.
O México, principal exportador da região, deverá registrar um aumento de 5% nas remessas.
"O impacto desses aumentos tarifários no dinamismo do comércio global foi menor do que o inicialmente previsto, em grande parte devido à aceleração das importações e ao acúmulo de estoques por empresas americanas durante o primeiro trimestre e ao forte ritmo do comércio entre as economias asiáticas", afirmou a Cepal.
"No entanto, a perspectiva para o comércio global de bens em 2026 é menos promissora", alertou a agência.
A previsão é de que as exportações regionais de serviços aumentem 8% em 2025, um ponto percentual a menos que no ano passado.
No primeiro semestre do ano, o comércio total de bens e serviços da América Latina e do Caribe cresceu a taxas anuais de 4% para as exportações e 7% para as importações.
Em média, os preços das principais commodities de exportação da região subiram 1,7% entre janeiro e agosto de 2025, em contraste com uma queda de 2,1% no mesmo período de 2024.
A Cepal observou que as revisões para cima refletem o forte dinamismo do comércio global no primeiro semestre do ano, impulsionado pela aceleração das importações e pelo aumento dos estoques em antecipação às novas tarifas norte-americanas.
A região enfrenta uma tarifa média efetiva dos EUA de 10%, sete pontos percentuais abaixo da média global.
Embora as exportações da região estejam atualmente sujeitas a tarifas relativamente mais baixas, isso pode mudar dependendo da balança comercial e de fatores não econômicos, afirma o relatório. A Cepal também defendeu que os países diversifiquem suas relações comerciais e aprofundem a integração regional.
(Reportagem de Fabian Cambero)
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