Tesouro piora projeções para dívida pública e prevê trajetória de alta até 2032
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BRASÍLIA, 12 Jan (Reuters) - O Tesouro Nacional piorou significativamente suas projeções para a dívida pública bruta do Brasil, diante do nível elevado dos juros no país, prevendo uma trajetória de alta no endividamento até 2032, quando chegaria a 88,6% do PIB, segundo novas estimativas divulgadas nesta segunda-feira.
Em seu relatório de projeções fiscais, a secretaria estimou que a dívida bruta subirá a 83,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no fechamento deste ano, contra uma previsão de 79,3% do PIB em 2025.
A pasta estimou que o pico da dívida bruta será de 88,6% do PIB em 2032, passando a cair sutilmente nos anos seguintes. Em 2035, último ano da projeção, o patamar ficaria em 88,0% do PIB.
A previsão do relatório anterior, de julho do ano passado, previa um pico mais baixo, de 84,3% do PIB em 2028, caindo gradualmente até atingir 82,9% do PIB em 2035.
O novo documento apontou que a piora "se explica, principalmente, pelo nível dos juros nominais, que seguem pressionando a dívida nos anos seguintes".
"As expectativas de resultados primários positivos e de redução dos juros/PIB serão determinantes para assegurar a trajetória de queda da dívida bruta do governo geral/PIB no médio prazo para além das estimativas feitas no cenário de referência deste relatório", afirmou.
O Banco Central tem mantido a taxa Selic em 15% ao ano desde junho do ano passado, patamar mais alto em quase duas décadas, ainda sem dar sinal de quando poderá iniciar um ciclo de redução dos juros.
O nível dos juros básicos impacta diretamente o endividamento do governo porque aproximadamente metade do estoque de títulos públicos do país usa a Selic como referência para remunerar os investidores.
(Por Bernardo Caram)
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