França deve crescer 0,7% em 2026 sob impacto de choque do petróleo, afirma órgão de estatística
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PARIS, 17 Jun (Reuters) - A economia da França deve registrar um crescimento modesto em 2026 já que a alta nos preços do petróleo pressiona os consumidores, o que é apenas parcialmente compensado por uma recuperação na produção industrial, informou nesta quarta-feira o INSEE, órgão nacional de estatística.
A segunda maior economia da zona do euro deve crescer 0,7% este ano, após 0,9% no ano passado, projetou o INSEE em seu cenário mais recente, estimando que o choque nos preços do petróleo causado pela guerra no Irã representará um impacto negativo de 0,2 a 0,3 ponto percentual no crescimento.
À medida que as empresas repassam os custos mais elevados, as famílias arcarão com o peso do choque de energia devido a um mercado de trabalho fraco, que limita sua capacidade de garantir salários mais altos, afirmou o INSEE.
Enquanto os consumidores restringem os gastos e recorrem às economias, as empresas industriais francesas estão se saindo melhor, com os fabricantes de produtos químicos e refinarias conquistando participação de mercado dos concorrentes do Oriente Médio, afetados pela interrupção do comércio no Golfo.
O crescimento econômico será sustentado pelos setores de construção naval e aeroespacial, com carteiras de pedidos civis e militares cheias e remessas que devem aumentar 10% este ano, impulsionando as exportações, afirmou o INSEE.
Em termos trimestrais, o crescimento deve acelerar para 0,3% no segundo trimestre — revisão para cima em relação aos 0,2% estimados anteriormente —, após uma contração de 0,1% no início do ano, à medida que as exportações se recuperam.
O crescimento deverá, então, desacelerar para 0,1% tanto no terceiro quanto no quarto trimestre, informou o INSEE.
(Reportagem de Leigh Thomas)
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