Bolsas da Europa atingem mínima em 3 semanas; bancos desabam

Publicado em 29/06/2010 14:34 e atualizado em 29/06/2010 15:28 170 exibições
As Bolsas de Valores europeias atingiram o menor valor de fechamento em três semanas nesta terça-feira, quebrando um importante nível técnico, com dados ruins sobre a confiança do consumidor norte-americano alimentando preocupações sobre a recuperação econômica.

O FTSEurofirst 300, índice das principais ações da Europa, encerrou em baixa de 3,01%, para 995,82 pontos, ampliando perda preliminar quando o indicador registrou o menor fechamento desde 9 de junho.

A Bolsa de Londres fechou em baixa de 3,1% no índice FTSE 100, aos 4.914 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 3,33% no índice DAX, para 5.952 pontos; a Bolsa de Paris perdeu 4,01% no índice CAC-40, indo a 3.432 pontos; a Bolsa de Milão teve desvalorização de 4,44% no índice Ftse/Mib, fechando aos 19.236 pontos; a Bolsa de Madri caiu 5,45% no índice Ibex-35, para 9.160 pontos; e a Bolsa de Lisboa encerrou em queda de 2,67% no índice PSI20, a 7.021 pontos.

Dados mostraram que a confiança do consumidor dos Estados Unidos caiu fortemente em junho após subir por três meses, devido a preocupações sobre o mercado de trabalho com a recente desaceleração na geração de empregos.

"Dado o ainda alto nível de otimismo sobre o crescimento, ainda há algumas decepções à frente de nós e isso será um fardo sobre os mercados de ações", disse Tammo Greetfeld, estrategista de ações do UniCredit.

As ações do setor financeiro foram as mais afetadas, com o índice bancário STOXX Europe 600 caindo 4,54%. Barclays, BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole perderam entre 6,3% e 7,9%.

Bovespa cai 3,26% com decepção por China e EUA; dólar vale R$ 1,80

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, perde 3,26%, aos 62.128 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,31 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recua 2,36%. Na Europa, a Bolsa de Londres fechou com perdas de 3,10% enquanto a Bolsa de Frankfurt retraiu 3,33%.

O dólar comercial é vendido por R$ 1,807, em alta de 1,34%. A taxa de risco-país marca 244 pontos, número 1,66% acima da pontuação anterior.

Pela manhã, números frustrantes do front asiático já assombravam os investidores. Na China, há expectativa por uma possível desaceleração da economia local, após o pico de maio, conforme sinalizada em sondagem da entidade privada Conference Board. E no Japão, a produção industrial teve queda de 0,1% em maio, enquanto as exportações contraíram 1,7%.

Horas depois, outra notícia reforçou o pessimismo sobre a retomada da economia global. Uma pesquisa privada apontou uma forte deterioração na confiança do consumidor americano. O índice do instituto Conference Board teve uma leitura de 52,9 pontos em junho, ante 62,7 em maio (dado revisado). Economistas do setor financeiro esperavam uma cifra em torno de 62,5 pontos para o período.

No front doméstico, a FGV apontou inflação de 0,85% em junho ante 1,1% em maio, pela leitura do IGP-M, utilizado para o reajuste dos contratos de aluguel. A cifra veio acima das estimativas do mercado (em torno de 0,7%). No ano, a variação foi de 5,68%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 5,17%.

A Comissão Europeia revelou que o nível de confiança do consumidor na economia, entre os países da zona do euro, melhorou ligeiramente em junho na sequência de uma forte queda em maio. O índice teve leitura de 98,7 pontos ante 98,4 no mês passado.

Fonte:
Folha de S. Paulo

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