Brasil e Argentina intensificam cooperação na área agrícola

Publicado em 06/07/2010 14:58 192 exibições
Ministro da agricultura argentino visita a Embrapa e afirma que um dos focos será na área de biotecnologia vegetal e animal

Em visita realizada nesta segunda-feira (05/07) pela manhã à Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 45 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, o ministro da agricultura, pecuária e pesca da Argentina, Julián Dominguez, afirmou que uma das prioridades de sua gestão é estreitar a aliança com o Brasil na área agrícola. Ele veio acompanhado do diretor-presidente da Embrapa, Pedro Arraes; do presidente do INTA - Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, Carlos Casamiquella, e de uma comitiva composta por representantes da Embaixada da Argentina no Brasil, parlamentares e ministros de várias províncias daquele país.

A visita da delegação argentina teve como objetivo principal definir as prioridades para a cooperação técnica e científica entre os dois países e resultou na assinatura de um Memorando de Entendimento Brasil-Argentina entre os presidentes da Embrapa e do INTA, que é uma instituição similar à Embrapa naquele país.

A parceria entre a Embrapa e o Instituto já existe há décadas, mas com a assinatura do Memorando, serão enfatizadas novas áreas de pesquisa, que vêm ganhando muita importância no cenário científico atual, como a biotecnologia, agroenergia, entre outras.

Segundo o diretor-presidente da Embrapa, Pedro Arraes, é muito importante que o fortalecimento da cooperação entre o Brasil e a Argentina na área agrícola esteja centrado nos novos desafios para a agricultura mundial, entre os quais se destacam: aumento sustentável da produção agrícola; uso sustentável de áreas degradadas; desenvolvimento de variedades resistentes a doenças e à seca; energias alternativas e mudanças climáticas, entre outras.

Como ações conjuntas entre os dois países, Arraes enfatizou a necessidade de fortalecer o intercâmbio entre instituições brasileiras e argentinas. Uma das sugestões apresentadas pelo diretor-presidente da Embrapa foi a realização de concursos conjuntos com chamadas especiais para o Mercosul.

A cooperação internacional é, sem dúvida, uma das prioridades da Embrapa. Prova disso é que hoje a Empresa mantém cooperação técnica com 89 instituições de 56 países, sendo 78 acordos bilaterais e 20 multilaterais. Além disso, possui laboratórios virtuais (Labex) na Europa, Estados Unidos e Ásia e escritórios para transferência de tecnologia na África e nas Américas (Panamá e Venezuela).

Ministro conhece pesquisas de biotecnologia

Durante a visita, o ministro conheceu as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas nos laboratórios de biotecnologia da Embrapa, já que esse será um dos pontos fortes da cooperação técnica entre Brasil e Argentina.

Entre as pesquisas que despertaram o interesse de Dominguez destaca-se a produção de plantas geneticamente modificadas (GM) com características de interesse agronômico, como resistência a doenças e estresses climáticos, como a seca, por exemplo.

Essas pesquisas estão bem evoluídas na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e já resultaram na primeira variedade de soja transgênica liberada para cultivo comercial no Brasil em 2009. A soja Cultivance, desenvolvida em parceria com a empresa alemã BASF, é tolerante a herbicidas da classe das imidazolinonas e será comercializada em mais de 20 países.

Há muitas outras pesquisas em desenvolvimento com culturas agrícolas de relevância mundial, como por exemplo: feijão resistente ao vírus do mosaico dourado; café com resistência à broca; algodão resistente ao bicudo do algodoeiro e cana-de-açúcar resistente à broca gigante.

O ministro argentino conheceu ainda equipamentos utilizados na geração de resultados de ponta na área de biotecnologia, como: microscópios de força atômica e espectrômetros de massa, que são aparelhos hipersensíveis usados para a detecção das proteínas. Para se ter uma idéia do grau de modernidade e de eficiência desses aparelhos, eles trabalham na escala de uma parte por bilhão, ou seja, se fizermos uma comparação com uma balança na qual fossem colocadas um bilhão de pessoas, o espectrômetro de massa seria capaz de detectar a ausência de apenas uma delas. As informações são de assessoria de imprensa.

Fonte:
Embrapa

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