Dólar marca R$ 1,72 no fechamento; Bovespa avança 1,67%

Publicado em 20/09/2010 17:08
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A taxa de câmbio brasileira ficou mais alta pela terceira vez em setembro, em meio às discussões do mercado sobre quais devem ser os próximos passos do governo para atuar no mercado de moeda. Como salientam analistas, a oferta pública da Petrobras, que traz a expectiva de um forte ingresso de capital estrangeiro para o país, torna predominante o viés de baixa e o Banco Central, a "única barreira" para conter uma queda ainda maior das cotações.

Nesse contexto, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,728, em uma avanço de 0,52%, nas últimas operações desta segunda-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,729 e R$ 1,714. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,850 para venda e a R$ 1,660 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sobe 1,67%, aos 68.208 pontos. O giro financeiro é de R$ 7,97 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York valoriza 1,41%.

O Banco Central entrou no mercado às 12h14 (hora de Brasília) para sua compra habitual de dólares, aceitando ofertas por R$ 1,7178 (taxa de corte). Em seu segundo leilão, às 15h57, a autoridade monetária tomou moeda por R$ 1,7274.

O BC não informa imediatamente a quantia de moeda que adquire nesses eventos. Mas a oscilação das reservas internacionais indica que o órgão ficou mais "agressivo" em suas intervenções diárias: entre a sexta-feira da semana retrasada (10) e a sexta-feira passada (17), a cifra saltou de US$ 262,34 bilhões para US$ 268,10 bilhões.

Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus (elaborado pelo Banco Central) mostrou que a maioria dos economistas do setor financeiro aumentou suas projeções para o crescimento do país --a mediana das estimativas subiu de 7,42% para 7,47%. Já para 2011, manteve-se a expectativa de 4,50%. O IPCA projetado para 2010 passou de 4,97% para 5,01%. Já a projeção para o mesmo índice em 2011 avançou de 4,90% para 4,95%.

As projeções para a taxa de câmbio de dezembro cederam pela terceira semana consecutiva --em vez de R$ 1,77, a mediana das projeções aponta para R$ 1,75.

Profissionais das mesas de operações salientam que o mercado ainda se encontra "dividido" entre a expectativa de um fluxo importante de recursos externos para o país --a corretora Prosper estima captações acima de US$ 7 bilhões somente neste mês- e a apreensão de que o governo intensifique suas medidas para conter a derrocada das taxas.

Na sexta-feira, após o encerramento dos negócios, o BC anunciou a mudança na duração dos leilões de compra de dólares, que vêm sendo realizados diariamente para enxugar a entrada de moeda estrangeira no país. A partir de hoje, os leilões passam de dez para cinco minutos. A instituição não informou o motivo da alteração.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas subiram nos contratos mais negociados.

No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 10,66% ao ano para 10,67%. E no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu de 11,42% para 11,51%.

Os números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online

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