Em 31/12/10 a dívida interna da União era de R$ 2,3 trilhões, por Ricardo Bergamini

Publicado em 14/03/2011 11:39 588 exibições
Por Ricardo Bergamini
Se os opositores do governo Lula se indignam,  como a Senhora Cláudia,  citando que a dívida interna está acima de R$ 1 trilhão. Imaginem se esses opositores tivessem preocupação com a verdade absoluta dos números e viessem saber, que a tal dívida interna fechou em 31/12/10 no montante de R$ 2.297,9 bilhões, ou como queiram em R$ 2,3 trilhões, conforme quadro demonstrativo abaixo.

Quanto ao citado empréstimo ao FMI, o Brasil nada mais fez do que uma operação normal e rotineira de um adiantamento para futuro aumento da sua participação na cota do “DES” (Direto Especial de Saque). A única coisa nova e surpreendente nessa operação foi à transformação do Sr. Lula, um homem sempre radical pregando por 28 anos o “Fora FMI” ter mudado para a frase a seguir: “É chique emprestar ao FMI”. Com esse “marketing” o mercado financeiro internacional concedeu diversos prêmios internacionais ao Sr. Lula.

Dívida Líquida Total da União (Interna e Externa) - Fonte MF

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Dívida Interna da União Total (em poder do mercado e em poder do Banco Central)

- Aumento nominal da dívida Interna em poder do mercado de R$ 32,1 bilhões (9,19% do PIB) em 1994 para R$ 558,9 bilhões (37,82% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 311,53%

- Aumento nominal da dívida interna em poder do mercado de R$ 558,9 bilhões (37,82% do PIB) em 2002 para R$ 1.603,9 bilhões (45,75% do PIB) em 2010. Aumento real em relação ao PIB de 20,97%.

- Aumento nominal da dívida interna em poder do Banco Central de R$ 33,5 bilhões (9,59% do PIB) em 1994 para R$ 282,1 bilhões (19,09% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 99,06%.

- Aumento nominal da dívida interna em poder do Banco Central de R$ 282,1 bilhões (19,09% do PIB) em 2002 para R$ 694,0 bilhões (19,80% do PIB) em 2010. Aumento real em relação ao PIB de 3,72%.

- Aumento nominal da dívida interna total (em poder do mercado e do Banco Central) de R$ 65,6 bilhões (18.78% do PIB) em 1994 para R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 203,03%. Cabe lembrar que nesse período o governo federal assumiu todas as dívidas do estados e municípios, cujo valor atualizado com base em dezembro de 2010 era de R$ 471,7 bilhões (13,56% do PIB).

- Aumento nominal da dívida interna total (em poder do mercado e do Banco Central) de R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB) em 2002 para R$ 2.297,9 bilhões (65,55% do PIB) em 2010. Crescimento real em relação ao PIB de 15,18%.

Dívida Externa Líquida da União (Dívida Externa Bruta Menos Reservas)

 - Aumento nominal de R$ 22,2 bilhões (6,35%do PIB) em 1994 para R$ 262,9 bilhões (17,79% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 180,16%.

- Redução nominal de R$ 262,9 bilhões (17,79% do PIB) em 2002 para R$ 90,1 bilhões (2,57% do PIB) em 2010. Redução real em relação ao PIB de 85,55%.

 Dívida Líquida Total da União (Interna e Externa)

- Aumento nominal de R$ 87,8 bilhões (25,13% do PIB) em 1994 para R$ 1.103,9 bilhões (74,70% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 197,25%.

- Aumento nominal de R$ 1.103,9 bilhões (74,70% do PIB) em 2002 para R$ 2.388,0 bilhões (68,12% do PIB) em 2010. Redução real em relação ao PIB de 8,81%.

Fonte:
Ricardo Bergamini

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