Agência Moddy's pode rebaixar nota da Itália

Publicado em 17/06/2011 18:06 e atualizado em 17/06/2011 19:09 298 exibições

A agência de classificação de risco Moody's divulgou em um comunicado que colocou o rating Aa2 da Itália em revisão para possível rebaixamento, afirmando que o país pode sofrer com fraquezas econômicas estruturais, com os riscos de implementação dos planos de austeridade fiscal e com eventuais mudanças nas condições de financiamento de nações europeias que possuem elevado grau de endividamento.

A agência afirma que com as taxas de juros mais altas e crescimento econômico fraco, o governo pode ter dificuldades para gerar os superávits primários necessários para colocar a relação dívida/PIB e os encargos com juros numa tendência sólida de queda.

Recuperação da Europa é fundamental, diz vice-ministro chinês

Fu Ying reiterou que a China aumentou sua participação em bônus europeus desde a crise financeira

A recuperação da economia europeia e a capacidade de alguns países da região de superarem problemas fiscais são fundamentais para a China, disse nesta sexta-feira, 17, o vice-ministro de relações exteriores da China, Fu Ying.

"Dificuldades enfrentadas pela economia europeia devem atrair fortemente nossa atenção. A capacidade de a Europa se recuperar - e certamente os países europeus podem superar dificuldades e crises - é de vital importância para nós", disse Fu durante entrevista sobre a visita do primeiro-ministro Wen Jiabao à Hungria, ao Reino Unido e à Alemanha, entre os dias 24 a 28 de junho.

Fu reiterou que a China aumentou sua participação em bônus europeus desde a crise financeira, comentário padrão para mostrar o apoio de Pequim aos países em dificuldade na Europa.

Fu disse também que Pequim tem encorajado a cooperação econômica e comercial entre a Europa e a China desde a crise, o que considera de mútuo benefício.

A China e o Reino Unido devem assinar vários acordos comerciais durante a visita de Wen ao país, disse o vice-diretor-geral do Departamento de Assuntos Econômicos, do Ministério do Comércio, Wang Zhiming, durante a mesma entrevista. Os acordos abrangerão áreas tais como desenvolvimento de matérias-primas, bancária, construção, assim como investimento bilateral e isenção de dupla taxação, afirmou Wang.

Fu advertiu ainda que as autoridades europeias não deveriam "interpretar politicamente" as atividades das empresas chinesas na Europa, acrescentando que, ao fazê-lo, podem prejudicar o interesse chinês de fazer negócios na região, a partir da interpretação de que a Europa "não é confiável".

O acadêmico do Instituto de Economia e Política Mundial da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Zhang Ming, disse que a China tem interesses estratégicos e comerciais ao ajudar a Grécia e outros países europeus a resolver os problemas de dívida do país.

"Elevar nossa posição na dívida europeia em um montante apropriado ajudaria as nações europeias", afirmou Zhang. "Haveria não só uma importância comercial, mas também uma importância estratégica", disse Zhang. "Ajudaria a preservar o mundo tripolar e evitar que a China enfrente os EUA diretamente", acrescentou.

Fonte:
Notícias Agrícolas + Estadão

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