Brasil Foods pode ser julgada em 13 de julho, diz conselheiro do Cade

Publicado em 18/06/2011 16:13 323 exibições
O caso envolvendo a fusão entre Perdigão e Sadia para a formação da Brasil Foods (BRF) poderá ser novamente julgado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 13 de julho, caso a companhia realmente apresente a tempo novas sugestões para tentar a aprovação da operação.

A afirmação foi feita hoje pelo conselheiro Olavo Zago Chinaglia, que lembrou ainda que não há prazo legal para que a companhia apresente essa proposta. O julgamento da fusão foi suspenso depois que o conselheiro Ricardo Ruiz pediu vista do processo. O primeiro voto, do relator Carlos Ragazzo, foi contrário à operação.

"Estão prometendo apresentar uma nova proposta de compromisso de desempenho e a gente está aguardando", disse Chinaglia, que participou de evento no Rio de Janeiro. "Considerando uma evolução normal do caso, que eles apresentem a proposta em uma semana, essa proposta vai ser negociada e, se no dia 29 não puder ser julgada, será julgada provavelmente na sessão subseqüente", acrescentou.

Haverá uma próxima reunião de conselho no dia 29, mas o próprio Chinaglia estará ausente devido a uma viagem oficial, o que deverá deixar a reunião sem o quórum mínimo necessário. Segundo ele, cabe à empresa apresentar uma proposta, antes que a votação seja retomada.

"O interesse é da própria empresa. O quanto antes apresentar, mais rápido o caso se resolve. Essa é uma variável que o Cade não controla", ressaltou.

Chinaglia também respondeu às afirmações de que a fusão seria ideal para criar uma grande exportadora brasileira e de que a Perdigão seria a única possível compradora da Sadia, que passava por problemas financeiros.

"Isso nunca foi levantado formalmente nos autos. Os advogados da empresa nunca pleitearam a aprovação da operação com base nesse argumento porque era muito claro que a Perdigão não era a única compradora para a Sadia", afirmou, lembrando ainda que as duas companhias já eram grandes exportadoras nacionais antes da união.
Fonte:
Valor Online

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