Bernanke e China ajudam a puxar alta das bolsas europeias

Publicado em 13/07/2011 15:22 177 exibições
Após três dias de perdas, as bolsas europeias encerram em alta nesta quarta-feira, motivadas pelo discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke. O titular da entidade financeira disse que o banco central está preparado para fornecer estímulo adicional se houver necessidade. Os dados positivos da China também chamaram a atenção.

O CAC 40 da Bolsa de Paris fechou em alta de 0,51%, a 3.793,27 pontos. O DAX da Bolsa de Frankfurt também subiu 1,31% e se situou em 7.267,87 pontos. O índice Ibex-35 dos principais valores da Bolsa de Madri aumentou 0,66% e ficou em 9.666,9 pontos ao final da sessão.

O titular do banco central americano disse que o Fed pode lançar nova rodada de compra de títulos do Tesouro, o terceiro esforço dessa natureza desde 2009. Uma segunda opção seria reduzir o juro pago para os bancos pelas reservas que eles mantêm como uma forma de incentivá-los a emprestar mais.

O Fed pode ser mais explícito na informação por tempo quanto planeja manter a taxa de juro em nível recorde de baixa. Isso daria aos investidores a confiança com relação aos esforços do Fed para continuar a apoiar a economia.

Em meio às incertezas na zona do euro, a China ajudou a retomar o humor do mercado com a divulgação da sua produção industrial, que teve aumento de 14,3% no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período do calendário passado.

A indústria pesada verificou avanço de 14,7% e a indústria leve, de 13,1%. Somente em junho, a atividade industrial da China registrou crescimento de 15,1% no comparativo com mesmo mês de 2010. Na base mensal, houve ampliação de 1,48%.

Na Europa, a produção industrial da zona do euro cresceu 0,1% em maio na comparação com abril e 4,0% ante maio do ano passado, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat. Apesar do avanço, ambos percentuais ficaram aquém das expectativas de economistas. Em abril, a produção hava aumentado 0,2% ante março.

Em toda a União Europeia, a produção industrial expandiu-se 0,4% em maio ante abril e também 4,0% ante maio do ano passado.

A produção de energia cresceu 0,9% na zona do euro em maio ante abril, a de bens de capital aumentou 0,6% e a de bens intermediários recuou 0,1%. A produção de bens de consumo não-duráveis diminuiu 0,4% na região e a de bens de consumo duráveis recuou 0,5%.

A produção industrial cresceu 1,2% na Alemanha e 2,0% na França em maio frente a abril. A Grécia apontou alta de 0,5% de sua produção industrial, ao passo que na Itália a produção caiu 0,6%.

No Reino Unido, o número de pessoas que pediu seguro-desemprego em junho cresceu em 24,5 mil em comparação com maio, elevando o total para 1,52 milhão. Esse foi o maior aumento desde maio de 2009 e o nível total atingido é o mais alto desde março do ano passado. Analistas esperavam um aumento inferior a 20 mil pedidos. A taxa de desemprego, por sua vez, recuou para 7,7% no período de três meses até maio, de 7,8% no trimestre terminado em fevereiro.

Fonte:
Valor Online

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