Linha especial do BNDES acaba em 3 meses

Publicado em 25/07/2011 09:17 358 exibições
O produtor rural Osmar Benedito de Oliveira acaba de comprar duas máquinas agrícolas para agilizar o trabalho nos trezentos alqueires que tem em Iguaraçu (a 30 km de Maringá), onde cultiva soja no verão e, milho e trigo, no inverno. "Troquei o trator de 120 cavalos por um de 145. A plantadeira de 13 linhas substitui a antiga, de nove linhas", comenta.

Para o agricultor, investimento em maquinário é a única forma de garantir duas safras sem atropelos climáticos. "Temos que investir em tecnologia, pois não sabemos quando o clima vai permitir que seja feito o plantio e a colheita", considera.

A temporada de investimento em maquinário está acelerada em todo o Brasil pela proximidade do fim de uma linha de financiamento estatal. Assim como Oliveira conseguiu financiar as duas máquinas com prazo de cinco anos, outros agricultores correm contra o tempo para dar entrada no processo.

Prazo

A terceira fase de uma das mais atrativas linhas de financiamento de maquinário agrícola termina este ano. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) termina no dia 31 de dezembro. No entanto, o limite para protocolar as propostas é 30 de outubro, porque a aprovação do processo demora até 60 dias.

"O produtor rural precisa procurar o banco antes dessa data, pois quando se trata de recursos do BNDES, o recurso é limitado", alerta o superintendente regional do Banco do Brasil (BB), em Maringá, Joares Ângelo Scislescki. O BB é um dos operadores da linha PSI, que conta com prazo e taxa de juros vantajosas.

Pelo PSI, o produtor pode financiar colheitadeiras com prazo de até dez anos e no caso dos tratores em até seis anos. Os juros são de 6,5% ao ano, o equivalente à inflação anual e ao rendimento anual da poupança.

A região de Maringá responde por 13% de todo o crédito liberado pelo BB para o agronegócio do Paraná. São R$ 1,2 bilhão distribuídos nos quase cem municípios do noroeste. Em todo o Estado, são R$ 9,46 bilhões. O maquinário agrícola demanda 37% do dinheiro emprestado. Outros 47% são para custeio da atividade e 16% para comercialização.

Metas

Scislescki diz que a meta para o Plano Safra, que começou em primeiro de julho, é ampliar em 17,33% o volume de recursos aplicados na atividade agrícola. "O PSI é uma linha muito utilizada na região de Maringá e queremos ampliá-lo", diz o gerente.

Nas concessionárias, a expectativa é grande. Para o diretor comercial da New Agro Máquinas Agrícolas, Régis Edison Mazzardo, o PSI foi o principal responsável pelo impulso na renovação de maquinário na região. "Para conseguir tocar duas safras no ano, é preciso plantar mais cedo e colher mais rápido. Sem maquinário moderno, fica difícil", opina.

Fonte:
O Diário de Maringá

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