Bolsas da Europa fecham em queda após dados ruins nos EUA

Publicado em 01/08/2011 13:55 e atualizado em 01/08/2011 15:21 226 exibições
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,70%. Atividade industrial dos EUA cresceu menos que o esperado.
As bolsas europeias caíram nesta segunda-feira (1º) diante dos fracos dados econômicos vindos dos Estados Unidos e consequentes preocupações sobre a recuperação lenta da maior economia do mundo. Esse cenário ofuscava o otimismo sobre a votação no Congresso norte-americano, previsto para a noite desta segunda-feira, para elevar o teto da dívida do país e evitar um default (calote).

O índice europeu de ações, principal indicador das ações da região, caiu 1%, a 1.071 pontos, aproximando-se do menor nível de 2011. Na última semana, o índice perdeu 2,4%.

De acordo com o Institute for Supply Management (ISM), a atividade industrial do país registrou expansão pelo 24º mês consecutivo, mas a um ritmo mais brando, abaixo do esperado pelos economistas do mercado. O indicador que mede o desempenho ficou em 50,9%, depois de marcar 55,3% em junho. Qualquer leitura acima de 50% significa expansão.

"O crescimento (econômico) parece estar se enfraquecendo em vários países desenvolvidos, e a situação da dívida somente pode ser resolvida com crescimento", afirmou o chefe de ações internacionais do Scottish Widows, Michael McNaught-Davis, com 145 bilhões de libras em carteira. "Estou mais preocupado com o crescimento e lucros do que com o que vai acontecer com a dívida dos Estados Unidos", acrescentou ele.

As ações de bancos tiveram as maiores quedas, com os papéis da Intesa SanPaolo com a pior delas: 7,9%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,70%, a 5.774 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 2,86%, para 6.953 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 2,27%, a 3.588 pontos.

Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 3,87%, para 17.720 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 3,24%, a 9.318 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,5%, para 6.722 pontos.

Teto da dívida
Após meses de debate, parlamentares republicanos e democratas devem votar nesta segunda-feira (1º) o acordo para elevar o limite da dívida dos Estados Unidos e evitar um default [calote]. O prazo para o país elevar seu limite de endividamento termina nesta terça-feira (2).

O governo dos Estados Unidos corre contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se até amanhã o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo, os EUA poderiam ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, haveria risco de "calote".

Fonte:
G1.com

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