Indígena é morto em Paranhos/MS; delegado descarta conflito

Publicado em 13/06/2013 10:56 e atualizado em 13/06/2013 11:47 695 exibições

Um índio da etnia guarani-caiová foi assassinado na manhã de hoje em Paranhos (464 km de Campo Grande). De acordo com o delegado Rinaldo Moreira, que investiga o caso, Celso Figueredo, 34 anos, morreu após ser atingidos por dois tiros.

Leia a notícia na íntegra no site da Folha de S. Paulo.

 

No G1 MS: Indígena é vítima de emboscada e morre a tiros, diz delegado em MS

Um indígena de 34 anos morreu após ser atingido por dois tiros nesta quarta-feira (12) em Paranhos, a 477 km de Campo Grande. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rinaldo Moreira, a vítima estava acompanhada pelo pai e ia receber um pagamento por serviços prestados em uma fazenda quando sofreu uma emboscada do suspeito, que estava encapuzado.

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, o homem teria usado uma espingarda e uma pistola para atirar no índio. Policiais recolheram balas de chumbo e projéteis no local, que serão encaminhados para a perícia.

Rinaldo disse ao G1 que, a princípio, a polícia não trabalha com a hipótese de crime envolvendo conflitos agrários. Não há informações sobre o suspeito. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã.

Leia a notícia na íntegra no site do G1 MS.

 

Na VEJA: Morte de índio não foi motivada por terras, diz polícia do MS

Ele foi surpreendido por um homem encapuzado que atirou à queima-roupa

Um índio da etnia guarani-kaiowá foi assassinado a tiros nesta quarta-feira próximo da aldeia Paraguassu, no município de Paranhos no Mato Grosso do Sul. O indígena foi identificado pelas autoridades como Celso Rodrigues, de 42 anos. Ele foi surpreendido por um homem encapuzado que atirou à queima-roupa nas proximidades da fazenda Califórnia, vizinha à aldeia. 

A polícia do estado trabalha com a hipótese de que o assassinato foi um acerto de contas devido a problemas pessoais e descartou que esteja relacionado à disputa de terras. Já o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ONG militante da causa indígena, acredita que o crime foi motivado pela disputa fundiária. De acordo com o Cimi, a área é homologada pelo governo federal, mas os índios solicitaram a ampliação do território por meio de uma revisão.

A aldeia Paraguassu tem 2.700 hectares e nela vivem 127 famílias. No dia 30 de maio, outro índio identificado como Oziel Gabriel foi morto por tiros disparados pela polícia durante uma operação de despejo na fazenda Buriti, no município de Serrolândia. Em novembro, outro índio da etnia mundurucu foi morto a tiros na região do rio Teles Pires, no Mato Grosso, durante uma operação da Polícia Federal para combater garimpo ilegal. 

(Com agência EFE)

Fonte:
Folha de SP + G1 MS + VEJA

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