Agricultor assassinado por índios na Bahia denunciou conflito ao próprio Ministro da Justiça

Publicado em 11/02/2014 14:20 e atualizado em 14/02/2014 11:42 1928 exibições

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A população de Buerarema, no sul da Bahia, entrou em confronto com o batalhão de choque da polícia militar em protesto contra o assassinato do agricultor Juracir Santana. Juracir era assentado da reforma agrária no Projeto de Assentamento Ipiranga que foi considerado Terra Indígena por um laudo da Funai.

O agricultor foi morto a tiros na frente da mulher e da filha na madrugada da última segunda feira além de ter o carro e casa incendiados. A suspeita é que o crime tenha sido cometido por indigenóide tupinambarana. Juraci vinha fazendo denúncias sobre um esquema de fabricação de índios através da emissão indiscriminada de Registros de Nascimento Indígena por parte da Funai e chegou a ser recebido pelo Ministro da Justiça.


O governador Jaques Wagner, do PT, reconheceu que a situação saiu do controle no sul do estado e oficializou ontem a tarde um pedido para aplicação do instrumento Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Previsto na Constituição Federal, o GLO é utilizado quando situações que fogem do controle colocam em risco a segurança da população. Durante sua vigência, tropas das Forças Armadas assumem a segurança local e passam a ter poder de polícia. Cerca de 120 homens do Exército foram enviados à região do conflito. Depois do assassinato do agricultor mais de dez propriedades já foram invadidas por indigenóides na região.
 

Sobre o assassinato do agricultor por índios falsos no sul da Bahia 

Já se passam 48 horas que o agricultor Juraci dos Santos Santana, um assentado da reforma agrária, foi executado na frente da mulher e da filha no sul da Bahia. Juraci vinha recebendo ameaças de morte por denunciar um esquema de fabricação de índios falsos por parte da Funai através do fornecimento indiscriminado de Ranis.

O Rani é o Registro de Nascimento Indígena, um documento fornecido pela Funai que serve como uma declaração de que seu portador é índio. Alguns mestiços do assentamento conseguiram Ranis junto à Funai e passaram a reivindicar todo o assentamento como terra indígena Tupinambá. Aqueles assentados que não tem Rani, como o próprio Juraci, passaram a ser tratados pelos indigenóides como intrusos em Terra Indígena. Juraci foi fuzilado e teve uma das orelhas cortadas na frente da família. Sua casa e seu carro foram queimados.

O suspeito do assassinato é um ex assentado que virou índio depois que conseguiu um Rani. Juraci vinha denunciado o esquema de fabricação de índios cuja investigação poderia levar ao descortinar de uma das maiores fraudes antropológicas da história da Funai: A demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, na Bahia. Os Tupinambá desapareceram depois da chegada dos portugueses no litoral da Bahia.

O esquema de fabricação de índios da Funai é o único responsável pela crise na região de Buerarema. Os novos tupinambá são o que os antropólogos chamam de índios ressurgidos. É por isso que nós do Questão Indígena os chamamos de "indigenóides" ou "tupinambarana". O assassinato de Juraci poderia levar ao esclarecimento do esquemão da antropologia, mas não se ouve uma só palavra do setor rural sobre o assunto, seja da CNA, da Faeb, da Contag, da Fetraf, ou mesmo do MST. Até parece que não há interesse em se resolver esse assunto.

 

Agricultor é assasinado pela milícia indígena no sul da Bahia

 

 

Mapa de Buerarema

O agricultor Juraci dos Santos Santana foi assassinado a tiros pela milícia de índios Tupinambá na noite de ontem, segunda feira, 10. Juraci era assentado da Reforma Agrária e presidia a Associação do Projeto de Assentamento Ipiranga, localizado no município de Una, no sul da Bahia. O assentamento do Incra fica dentro da área demarcada pela Funai que delimita a área de atuação da milícia de índios Tupinambá. Segundo testemunhas, Juraci vinha sofrendo ameaças de morte por integrantes da milícia diretamente ligados a Rosivaldo Ferreira da Silva, vulgo Cacique Babau. 

Homens invadiram a casa de Juraci Santana, dentro do assentamento, e fuzilaram o agricultor e atearam fogo à casa do produtor rural. A esposa de Juraci teria sido baleada e está desaparecida. Juraci vinha atuando junto ao Ministério da Justiça e à Ouvidoria Agrária Nacional no sentido de alertar para a ocorrência do Assentamento dentro da área pretendida pela Funai e para o risco de invasão da área pelos índios.

O corpo ainda não foi retirado do local e aguarda a chegada da Polícia Técnica. Na cidade o clima continua tenso principalmente após o recuo da Força Nacional determinado pelo Ministro da Justiça. Depois que as forças de segurança desmobilizaram o posto avançado na Fazenda São José, na região da Serra do Padeiro, a milícia voltou a invadir o local. 

Revoltados com o assassinato de Juraci, agricultores e moradores de Buerarema fecharam na manhã de hoje interditar a BR-101. "Nós estamos protestando. Eles invadiram o assentamento, queimaram casa e mataram Juraci. A esposa dele sumiu", disse o agricultor Messias Souza, um dos dos pequenos agricultores expulsos de suas propriedades pela milícia tupinambá no ano passado. A Polícia Rodoviária Federal tentou impedir o bloqueio da rodovia, mas o efetivo foi insuficiente para controlar a multidão calculada em, aproximadamente, duas mil pessoas. 

Fonte:
Blog Questão Indígena

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