Indigenistas lançam campanha pela libertação de índios assassinos de Humaita-AM

Publicado em 10/06/2014 12:27 e atualizado em 11/06/2014 18:34 959 exibições

Ativistas criaram um fanpage no facebook em apoio aos índios que assassinaram e esconderam os cadáveres de três cidadãos inocentes, em Humaitá. Os cinco índios da etnia Tenharim foram presos pela Polícia Federal depois de um longa investigação. Os corpos dos três homens foram encontrados depois de meses de buscas em uma cova com quase três metros de profundidade.

A página dos ativistas afirma que os corpos nunca foram encontrados e que os índios são inocentes. Na semana passada o Ministério Público Federal tornou público um depoimento coletados por uma antropóloga da instituição no qual os índios tentam assumir o papal e vítimas do crime.

Os presos são Gilvan Tenharim, Gilson Tenharim, Valdinar Tenharim, Simeão Tenharim e Domiceno Tenharim, cacique da aldeia Taboca.

A página, que pede a liberação de cinco assassinos, já tem mais de 400 curtidas e está sendo divulgada nas redes sociais por antropólogos e ativistas do indigenismo radical.

Veja aqui quem são as vítimas reais: 

 

Índios ameaçam: "Não vamos deixar a Copa acontecer baratinho" 

 

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De acordo com matéria publicada hoje pela BBC Brasil, os indigenistas estão programando diversos protestos durante a Copa do Mundo. Há ações previstas em ao menos três Estados que receberão jogos do torneio, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, além de manifestações em outras regiões. Os índios pretendem se associar a outros movimentos contrários à Copa do Mundo para cobrar do Governo a retomada dos processos de demarcação de terras indígenas.

A ação dos indigenistas tiveram uma prévia no fim de maio, quando cerca de 500 índios se uniram a centenas de trabalhadores sem teto em Brasília. Houve confronto entre manifestantes e a polícia, e um policial teve a perna flechada. Conforme mostrado no Questão Indígena, a Polícia Federal identificou a participação de antropólogos ligados a ONGs e de servidores da Funai no apoio a manifestação. 

Durante a Copa, porém, os principais protestos de indígenas deverão se concentrar no Sul e Sudeste do país. Os índios pretendem "Congelar a região Sul".

Um dos líderes do povo kaingang, da região Sul, o cacique Roberto dos Santos diz que uma reunião nesta semana definirá como se darão os protestos na região. "Não vamos deixar a Copa acontecer baratinho", disse o índio à BBC Brasil. Recentemente índios kaingang assassinaram dois agricultores no norte do Rio Grande do Sul durante um protesto pela retomada das demarcações.

Segundo o cacique, os índios poderão protestar nas cidades da região que receberão jogos (Porto Alegre e Curitiba) ou em estradas. "Temos a proposta de congelar a região Sul, bloqueando todos os seus acessos por via terrestre", antecipa o kaingang. Os kaingang reivindicam a ampliação de suas terras, o que é vedado pela Constituição Federal.

Segundo dados da Funai, há 118 processos de demarcação de Terras Indígenas em curso. O órgão diz que 39 dessas processos estão em fase final. A conclusão do processo de demarcação é fundamental para que ocupantes não índios sejam expulsos dessas áreas pelo Governo como aconteceu recentemente na Pataxo hã hã hãe, na Bahia, na Apyterewa, no Pará, na Raposa Serra do Sol, em Roraima, na Suiá-Missu, no Mato Grosso, e na Awá-Guajá, no Maranhão. Os índios querem o governo faça o mesmo nas terras indígenas do sul do país.

Ciente de que a fórmula expropriatória usada no norte não pode ser aplicada ao sul do país, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo diz que os processos foram suspensos para evitar o agravamento de conflitos. Ele propõe que os casos sejam destravados em mesas de diálogo que incluam indígenas, agricultores afetados pelas demarcações e autoridades.

Desde o início das mesas de negociação, porém, nenhum caso foi efetivamente solucionado. Funcionários da Funai dizem reservadamente que, no atual ritmo de negociações, serão necessários muitos anos para que todos os casos pendentes sejam levados a discussão.

Os índios pretendem iniciar as manifestações nos próximos dias em São Paulo. Nelson Wera Soares, cacique de uma aldeia guarani no bairro do Jaraguá, zona urbana da capital paulista, diz que o grupo está programando uma manifestação na abertura da Copa, na quinta-feira.

Os guaranis de São Paulo também querem a ampliação de suas terras. O espaço já demarcado, segundo os indígenas, é insuficiente para que mantenham seu estilo de vida tradicional. Os indígenas querem voltar a caçar e pescar na zona urbana da capital e para isso precisam de mais terras. Há estudos para aumentar a área englobando o Parque Estadual do Jaraguá. Outras duas aldeias guaranis em São Paulo também buscam a ampliação de suas terras.

Segundo Soares, os índios poderão ainda protestar durante a Copa em conjunto com outros grupos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Na última sexta, cerca de 150 índios guaranis e integrantes do MST e do Movimento Passe Livre protestaram na frente da Assembleia Legislativa paulista. O grupo pichou o Monumento às Bandeiras de Victor Brecheret.

Segundo Sonia Guajajara, coordenadora executiva da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), também devem ocorrer mobilizações em outras regiões do país. "Nossa orientação é para que as organizações regionais se juntem aos demais movimentos e participem dos atos de protesto contra a Copa", disse Sonia à BBC Brasil. A líder critica o governo federal por gastar altas quantias com a Copa e dizer não ter recursos para solucionar problemas dos índios.

Segundo ela, boa parte dos conflitos atuais poderiam ser solucionados pagando-se indenizações para que agricultores que hoje ocupam áreas reclamadas por indígenas deixem essas terras. O pagamento entretanto é ilegal e a organização liderada por Sônia, a Apib, é contra mudanças nas leis que permitam as indenizações. 

 

Tomar banho quente ou cagar no mato: o que querem os índios e o que os antropólogos querem que eles queiram? 

 

 

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Hoje a página da BBC Brasil publicou uma entrevista com a líder indigenista Sonia Guajajara. Sonia é coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), uma espécie de agitadora da causa. Na entrevista, Sonia afirma que a presidente Dilma desconhece os índios brasileiros e ignora suas aspirações. "Ela pensa que, para ficarmos bem, precisamos ter bens, chuveiro quente, casa de alvenaria", disse Sônia. Já, por outro lado, o grande filósofo indigenóide das redes sociais, o @indiopapaxota afirmou ser a favor da propriedade privada pela simples razão de que sem direito à propriedade o índio tem que "cagar no mato". Nós do Questão Indígena não conseguimos levar a Sonia Guajajara mais a sério do que o @indiopapaxota. No fundo os dois merecem o mesmo respeito.

Mas, patacoadas a parte, o que de fato querem os índios, chuveiro elétrico ou viver como seus ancestrais? Tentaremos resolver esse enigma nas próximas linhas.

A Senadora Katia Abreu gosta de usar uma pesquisa que a CNA encomendou ao Datafolha para afirmar que os índios não querem terra, mas chuveiro elétrico. Entenda-se aqui chuveiro elétrico como epíteto para civilização: Educação, saúde, segurança, renda, etc.

Sem a intervenção da Funai os pesquisadores do Datafolha ouviram, entre os dias 7 de junho e 11 de julho de 2012, 1.222 índios, em 32 aldeias com mais de cem habitantes, em todas as regiões do país.

O resultado revelou que 63% dos índios têm televisão, 37% têm aparelho de DVD e 51%, geladeira, 66% usam o próprio fogão a gás e 36% já ligam do próprio celular. 11% dos índios têm acesso à internet e 6% possuem computador. O rádio é usado por 40% dos entrevistados. Questionados sobre o principal problema enfrentado no Brasil, 29% dos índios entrevistados apontaram as dificuldades de acesso à saúde.

A situação territorial ficou em segundo lugar (24%), seguida da discriminação (16%), do acesso à educação (12%) e do emprego (9%). Em relação ao principal problema enfrentado na vida pessoal, a saúde permaneceu em primeiro lugar para 30%. O emprego apareceu em segundo, com 16%, seguido de saneamento (16%). A questão territorial, nesse caso, sequer foi mencionada.

Nos detalhes a pesquisa mostrou ainda que a cultura ocidental vem introduzindo outras melhorias nas vidas dos índios. 55% conhecem e 32% usam métodos anticoncepcionais como camisinha e pílula. A maioria dos índios (67%) gostaria de ter uma formação universitária. Apesar de ser considerado muito importante para 79% dos entrevistados, o banheiro em casa só existe para 18% deles. A maioria ainda precisar cagar no mato, como diz o grande filósofo indigenóide do Twitter.

A pesquisa tem sido usada para sustentar a insustentável afirmação de que os índios não querem terra. Mas, na verdade, o que ela mostra é que índio, pode ater querer terra, mas não quer "cagar no mato". Entenda-se aqui a expressão "cagar no mato" como antônimo de "chuveiro elétrico".

Os índios que não tem terra continuam querendo terra. Mas depois que conseguem a terra, os índios querem acesso a algumas benesses da cultura ocidental como penicilina, cirurgia de catarata, biscoito recheado, calções adidas, sandálias havainas, chuveiro elétrico e etc. Ninguém quer cagar no mato. Nem os índios.

Mas a antropologia que aparelha a Funai não quer que eles queiram tais coisas.

Os antropólogos não sabem como lidar com o anseio dos índios por uma inclusão não violenta das culturas tradicionais na cultura ocidental. Como preservar aspectos das culturas originárias a partir da inclusão de aspectos da cultura ocidental? O que fazer para que a incorporação da cultura ocidental nas culturas tradicionais não aniquilem as culturas indígenas? Quem deve ter o poder de decidir se os índios deve ou não integrar suas culturas à nossa? A Funai? A Katia Abreu? Eu, você ou os próprios índios?

No fundo, a antropologia que aparelha a Funai quer manter os índios cagando no mato, mas não pode dizer isso aos índios, pois seriam desautorizados. Então a estratégia do indigenismo é usar a guerra por mais terra para esconder o problema real. O resultado é a violência nas novas demarcações e a morte por diarreia e desidratação, a exploração ilegal de madeira e minério com anuência dos índios em troca de migalhas e o pedágio ilegal nas áreas já demarcadas.

O atual conflito indígena tem fonte muito mais profunda do que a incapacidade do Governo para indenizar agricultores. O atual conflito indígena é um sintoma da falência absoluta do paradigma antropológico.

Querem acabar com o conflito étnico no Brasil? Queimem os antropólogos em praça pública. 

 

Funai e Governo preparam desintrusão de mosquitos na Terra Indígena Yanomami 

 

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A Hutukara Associação Yanomami denunciou à Funai e ao Ministério Público o alarmante aumento no número de casos de malária entre os índios nos últimos 10 anos, apesar do aumento dos gastos do Governo Federal com a saúde indígena. Embora o investimento do governo na saúde dos yanomami tenha aumentado seis vezes, no mesmo período, a incidência de malária subiu de 60%. A entidade denuncia mal uso dos recursos.

Segundo a Hutukara, custos com aviões para transportar doentes da Terra Indígena para Boa Vista, capital de Roraima no ano passado, cerca de R$ 21 milhões, foram para a conta de duas empresas de aviação. Os gastos do Governo com o serviço de táxi aéreo dos yanomami em 2013 foi de R$ 21 milhões, exatamente metade dos R$ 42 milhões despendidos pelo Ministério da Saúde para a etnia.

A reserva yanomami ocupa uma área de 9 milhões de hectares em Roraima e no Amazonas. A população é de aproximadamente 20 mil índios, divididos em 228 comunidades.

“Não falta dinheiro, mas faltam médicos, equipamentos e medicamentos. A saúde dos índios só piora!”, dizem os representantes da entidade em documentos enviados ao Governo Federal e à imprensa.

A explosão dos casos de malária na Terra Indígena Yanomami mosta a baixa qualidade do atendimento à saúde indígena, segundo a Hutukara. A incidência da doença nos dias de hoje é semelhante à situação vivida pelos yanomami nas décadas de 1980 e 1990. “Apesar de o Governo Federal ter triplicado o volume de recursos enviados para a saúde nos últimos dez anos, o aumento no número de casos demonstra que algo está errado com a gestão”, aponta o relatório.

A mortalidade infantil dos índios yanomami atingiu o índice de 113 por mil nascidos vivos em 2013, dez vezes maior do que o coeficiente de mortalidade infantil no resto do Brasil.

O procurador da República Gustavo Kenner Alcântara disse, em entrevista ao jornal Folha de Boa Vista, que o Ministério Público Federal está investigando a situação na área indígena. A Procuradoria quer saber quais os problemas que estão ocorrendo, detalhes sobre os gastos com aviões e a situação da saúde como um todo.

“Estamos tentando identificar se os recursos estão sendo direcionados para ser usados no que deveriam, que é a atenção básica. Temos que trabalhar com dados concretos e estamos buscando comprovação dos gastos”, explicou o procurador.

Segundo o procurador informou que irá procurar um diagnóstico para o problema. “Todos os dados são públicos e precisam estar disponíveis. Existem questionamentos aos quais os dados informados não são fieis. O dinheiro investido não corresponde ao resultado que a gente espera e vamos cobrar isso. E se ficar provado que os dados não correspondem, vamos usar os meios legais”, garantiu Alcântara.

A atenção básica tem que ser feita devidamente, pois assim evita-se a doença: com cuidados com a água e outras questões simples”, explicou.

Uma operação de desintrusão do mosquito Anopheles causador da malária não está descartada. OBS.: A foto é da expulsão dos últimos produtores rurais incluídos pela Funai na área dos índios yanomami. Foi tirada há uma semana por Mario Vilela, fotógrafo da própria Funai.

 

Fonte:
Questão indígena

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