Funai venderá bens de produtores rurais para financiar novas aldeias indígenas no Mato Grosso

Publicado em 29/01/2015 17:20 567 exibições

O secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cléber Buzatto, disse à Agência Brasil (ABr) que os índios xavante que receberam a área da antiga fazenda Suiá-Missu depois de expulsão dos agricultores construirão mais aldeias como forma de proteger o território. “Atualmente os xavantes tentam se organizar para ocupar toda a área. Os indígenas estão fazendo avaliações para ver o melhor momento de formar novas aldeias dentro desse território”, disse Buzatto.

A Funai confirma a informação. Por meio de nota a fundação informou à ABr que a construção das aldeias tem sido tratada de forma conjunta entre a coordenação regional e a própria sede, em Brasília. Ainda segundo a Funai, as novas aldeias serão construídas com os recursos da venda dos silos de armazenamento de grãos tomados dos agricultores na ocasião do expurgo. A venda teria sido autorizada por decisão judicial.

Fonte:
Questão Indígena

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3 comentários

  • VALTER NUNES DE PAULA GUIMARÂNIA - MG

    ACHO QUE OS PRODUTORES DEVERIAM PRESSIONAR O CONGRESSO PARA QUE APROVEM A PEC 215 PARA QUE NÃO DEIXEM ESSE GOVERNO MANDAR E DESMANDAR NAS TERRAS BRASILEIRAS PORQUE ESSE GOVERNO DEVERA SAIR DO PODER NAS PROXIMAS ELEIÇÕES MAS O DISTRAGO FICARA PARA SEMPRE.

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  • Emanuel Geraldo C. de Oliveira Imperatriz - MA

    > O procedimento desse país contra o povo brasileiro, principalmente o do campo, é lastimável.

    > O que mais intriga é o fato de Suia Missu ser uma decisão LIMINAR, o mérito nunca foi julgado pelo STF! Destruíram milhares de vidas com uma liminar!

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  • amarildo josé sartóri vargem alta - ES

    Acontecem coisas que por mais eu procure entender realmente não dá. Sou Católico, mas é por motivos iguais a este que não sou dizimista. Isso não significa que não pratico meus atos de solidariedade humana, porem, os realizo de outra forma. Essa informação envergonharia até nosso Santo Padre, José de Anchieta, que a quinhentos anos catequizava os índios. Não se faz justiça causando outra. Na pior das hipóteses, esses equipamentos não pertencem e nunca pertenceram a FUNAI, portanto, os legítimos donos é quem deveria coloca-los a venda e recuperar uma pequena fração do que perderam, afinal, como ficou a situação dessas famílias e qual a preocupação do CIMI em relação a elas? Ao CIMI, sugiro reter o recolhimento de um mês do dízimo e financiar essa novas aldeias, pois os índios são merecedores da dignidade humana. Ao Governo (FUNAI), sugiro direcionar os míseros reais que talvez sejam resgatados das contas desses pilantras, safados, que estão envolvidos nos atos de corrupção, propina e inesgotáveis desvios do dinheiro público (Petrobras e grandes obras espalhadas por este país da injustiça). Até quando o povo brasileiro tolerará esses desmandos que nos envergonham? Temos o privilégio de viver no melhor pais do mundo, mas infelizmente, somos vistos como um país corrupto, tendo como bandeira a impunidade e um grande desgoverno.

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