Demanda aquecida e quebra na América do Sul dão suporte à soja no pregão noturno

Publicado em 28/02/2012 11:26 e atualizado em 28/02/2012 12:05 903 exibições
Terça-feira positiva para o mercado internacional de grãos. No pregão noturno de hoje, os futuros da soja, do milho e do trigo fecharam a sessão em alta na Bolsa de Chicago. 

A demanda aquecida pela oleaginosa norte-americana e mais o clima adverso na América do Sul continuam nos holofotes dos investidores e, por isso, seguem dando suporte às cotações. Entre os contratos mais próximos, apenas o novembro/12 ainda não recuperou o patamar dos US$ 13. O maio/12, referência para a safra brasileira, fechou o pregão a US$ 13,09 por bushel, com alta de 6,50 pontos. 

O mercado da soja teve ainda a sustentação vinda de notícias de que as chuvas chegaram tarde para as lavouras brasileiras, que já registram danos irreversíveis. Além disso, meteorologistas prevêem chuvas para o Brasil esta semana, o que poderá atrasar a colheita tanto da soja quanto do milho. 

A severa quebra na produção sulamericana já está gerando rumores de que os estoques mundiais de soja poderiam ser os menores em 16 anos. Diante disso, instituições financeiras como o banco Rabobank já informaram um aumento em suas estimativas de preços para a oleaginosa. Para o Rabobank, as cotações devem registrar uma média de US$ 12,81 por bushel no primeiro trimestre deste ano. Até agora, a média é de US$ 12,30. 

"A baixa produção da América do Sul e mais a firme demanda pela soja dos EUA estão encaminhando os preços para novas altas. E isso está estimulando um aumento nas estimativas para os preços da oleaginosa", disse o analista do Rabobank, Erin FitzPatrick. "E elas ainda podem aumentar diante das boas importações da China", completou. 

Milho e Trigo - O trigo e o milho acompanham os ganhos registrados no mercado da soja e também avançam. 

Além disso, o cenário financeiro internacional também se mostrou mais tranquilo nesta terça-feira, e o quadro acaba contribuindo para um avanço das commodities agrícolas, já que permite que os investidores mostrem-se menos avessos ao risco. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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