CBOT: Soja opera com volatilidade. Milho e trigo têm alta de dois dígitos

Publicado em 12/03/2012 13:52 1048 exibições
O mercado internacional da soja está em busca de um direcionamento nesta segunda-feira. Na sessão regular de hoje na Bolsa de Chicago, os futuros da oleaginosa operam com volatilidade, porém, com oscilações de preços bem tímidas. 

Como explicou Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar, os números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura) em seu último relatório de oferta e demanda, na sexta-feira (9), já eram conhecidos pelos agentes de mercado e agora basta saber qual será o foco dos negócios a partir de agora. 

O impacto nos preços causado pela severa estiagem que castigou as lavouras da América do Sul já foram, quase que totalmente, absorvidos pelo mercado e agora são necessárias informações novas que possam trazer ao mercado uma faísca capaz de estimular novas e expressivas altas. 

De acordo com o analista da agência Safras & Mercado, Flávio França, os negócios agora devem buscar notícias sobre a demanda pela soja norte-americana e também sobre uma definição do plantio da safra 2012/13 nos EUA. "Esse mercado está buscando novidades, não tem um suporte assim de cara", diz França. 

Na contramão da oleaginosa, os futuros do milho e do trigo operam com significativa alta nesta segunda-feira, em Chicago. Por volta das 13h45 (horário de Brasília), o milho registrava avanços superiores a 13 pontos nos contratos mais próximos, com o vencimento maio/12 cotado a US$ 6,58/bushel, subindo 13,25 pontos. 

Rumores vindos de Chicago de que a China estaria comprando milho dos Estados Unidos estão dando suporte ao mercado. A demanda, portanto, é o principal fator de sustentação para os preços na sessão de hoje. 

Além disso, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou hoje seus números para os embarques semanais de soja, milho e trigo. Para a oleaginosa, os dados foram fracos e, por outro lado, vieram bastante positivos. Os números acabaram contribuindo para o direcionamento do mercado. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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