Diversidade genética exótica pode ser resposta para melhoramento de soja

Publicado em 27/07/2012 07:24 528 exibições
A diversificação da base genética utilizada nas cultivares pode ser a solução para os desafios enfrentados pelo melhoramento da soja. A questão foi discutida no painel “Estratégias do melhoramento frente às demandas atuais e futuras”, realizado durante o VI Congresso Brasileiro de Soja. De acordo com o pesquisador da Universidade de Illinois, Randal Nelson, as cultivares de soja desenvolvidas atualmente contém apenas 0,5% do germoplasma disponível.

“Grande parte da diversidade genética foi perdida na domesticação, limitando a base genética. Com os programas de melhoramento atuais, a base genética acaba se limitando ainda mais. Por isso, a importância de pesquisas para caracterizar e ampliar o conhecimento sobre o germoplasma de soja existente”, afirma Randal Nelson.

Segundo o pesquisador, é possível obter características favoráveis aos programas de melhoramento, como resistência a doenças e maior produtividade com a utilização de germoplasma exótico, ou seja, é preciso estudar a variabilidade genética encontrada na soja antes do início dos primeiros programas de melhoramento. Entre elas, estão novos genes que conferem alta produtividade. “Encontrar novos genes ainda mais produtivos é um desafio para a pesquisa. O germoplasma exótico pode elevar o desempenho das cultivares sem modificar as características da planta”, afirma.

A resistência às doenças também pode ser encontrada com esta variabilidade genética exótica. Entre os desafios está a ferrugem asiática, que vem mobilizando pesquisadores na busca por materiais imunes aos efeitos do fungo causador do problema. “Os genes resistentes já estão mapeados. Acredito que em dois, três anos estarão disponíveis cultivares resistentes à ferrugem asiática”, prevê o pesquisador Glen Hartman, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
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Embrapa Soja

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