Grãos: Mercado busca recuperação e opera em alta na CBOT

Publicado em 19/09/2012 12:20 1185 exibições
Nesta quarta-feira (19), o mercado internacional parece ter recuperado o fôlego e voltou a operar em alta na Bolsa de Chicago. Por volta das 11h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja subiam mais de 20 pontos. O milho tinha alta de mais de 5 e o trigo mais de 13 pontos.

Analistas afirmam que o avanço dos preços reflete uma busca do investidores por uma recuperação depois das expressivas baixas das últimas sessões. No pregão de segunda-feira (17), a soja fechou o dia no limite de baixa, com as cotações perdendo 70 pontos e o patamar dos US$ 17 por bushel. O mercado se deparou com expressivas realizações de lucros, porém, realizações técnicas. 

"Os mercados tentam estabelecer um piso após grande realização de lucros por parte de fundos de investimento.  Realização foi puramente técnica, impulsionada por pressão normal e sazonal nos preços devido á entrade de safra nos EUA", explicou Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, direto de Chicago. Segundo ele, são momentos como estes que exigem bastante cautela e a necessidade de se observar o quadro geral do mercado, e não movimentos diários, para que dessa forma não se perca a noção da real situação do mercado. 

Dejneka diz ainda que a tendência de alta não acabou, uma vez que o mercado ainda tem pela frente a tarefa de racionar os preços e a demanda. "Apenas a velocidade das altas não será a mesma de quando o mercado foi pego por surpresa pela seca nos EUA.  O mercado irá precisar de outra "ajuda" ou "lenha na fogueira" para sustentar novas altas, ou seja, novidades sobre a demanda". 

O cenário é marcado pela espera. O analista afirma que, até que a demanda reapareça e que as safras estejam entra 40 e 50% colhidas nos Estados Unidos, o mercado deverá estar preso a patamares, sendo comprado nas baixas e vendido nas tentativas de recuperação. "Ainda vejo novas máximas para a soja este ano, talvez até em Outubro, dependendo do ritmo de exportação dos EUA", enfatiza. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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