Soja fecha em alta com ajustada relação entre oferta e demanda

Publicado em 26/11/2012 16:17 e atualizado em 26/11/2012 19:07 821 exibições
A soja operou em alta durante toda a sessão nesta segunda-feira (26) na Bolsa de Chicago. A commodity foi ampliando os ganhos durante o pregão e, por volta das 17h (horário de Brasília), as principais posições negociados operavam com altas entre 6 e 8 pontos. Milho e trigo também operam em alta. 

A estreita relação de oferta x demanda é o principal fator de sustentação para o mercado nesse momento. A oferta está muito restrita, os estoques estão historicamente baixos e a demanda por soja segue expressivamente aquecida, com números positivos confirmando essa situação. 

Porém, outro fato que também ganha cada vez mais atenção do mercado é a nova safra da América do Sul. Em geral, as condições climáticas no Brasil são favoráveis, com chuvas regularizadas e o plantio evoluindo bem. Porém, no Sul do país, a ausência das precipitações já começa a preocupar. 

O fenômeno climático El Niño chegou a ser sinalizado, porém, meteorologistas afirmam que, agora, o cenário é de neutralidade e com chuvas próximas do normal. "Ainda não podemos dizer que teremos perdas na safra de soja. Há uma perda de potencial, mas um potencial isolado, não se trata de uma situação disseminada", diz Flávio França, analista de mercado da agência Safras & Mercado. 

Entretanto, na Argentina, a situação é mais grave por conta do excesso de chuvas. Em algumas regiões produtoras do país, em três meses, chegou a chover mais de 1300 mm. O plantio está atrasado e, de acordo com o consultor de mercado da consultoria argentina AgriPAC, Pablo Adreani, a produtividade da safra 2012/13 está basatante comprometida. Segundo ele, caso esse cenário se mantenha, a safra pode não chegar a 50 milhões de toneladas. 

Entretanto, apesar dessas incertezas sobre a safra da América do Sul, para Samuel Garcia, consultor da Hencorp Commcor, o mercado vê um momento de sustentação diante desses problemas - que ainda são pontuais, principalmente no Brasil -, mas ainda não é, realmente, uma nova tendência de alta para os preços. 

"Por enquanto, a queda já foi. Já caiu o que tinha para cair, já ajustou o que tinha para ajustar. É claro que o mercado tem realizações diante de uma alta mais forte, mas o mercado mostrou que perto dos US$ 14 por bushel não dá pra ficar pois isso aumenta muito a demanda", disse Garcia. 

Mercado interno - No mercado interno, a segunda-feira foi de poucos negócios. Nos portos, as negociações estavam travadas e no Rio Grande do Sul o volume foi mais expressivo. Em Passo Fundo, no estado, a saca de soja manteve o valor de R$ 75,50. Já em Rondonópolis, no Mato Grosso, o preço recuou, passando de R$ para R$ 68/saca. 

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta segunda-feira:



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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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