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Chicago: Soja encerra com mais de 20 pontos de alta nesta 4ª feira

Publicado em 05/12/2012 17:32 e atualizado em 05/12/2012 21:03 813 exibições
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago ampliaram seu ganhos e fecharam a sessão desta quarta-feira (5) com altas de mais de 20 pontos. A oleaginosa operou durante todo o tempo do lado positivo da tabela e foi aos poucos aumentando seus ganhos. 

O mercado encontra sustentação em seus fundamentos, que seguem positivos. A oferta de soja disponível é muito ajustada, os estoques são historicamente baixos e a demanda mundial segue bastanta aquecida. 

Nesta quarta, os preços encontraram ainda mais motivos para subir em rumores de que a China estaria voltando ao mercado realizando novas compras. Porém, os dados diários de vendas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não revelaram nenhuma compra de soja. "São muitos rumores, mas ainda nada confirmado". diz Daniel D'Ávilla, analista de mercado da New Edge, de Noya York. 

Além disso, o mercado conta ainda com as incertezas sobre os resultados da safra 2012/13 da América do Sul. No Sul do Brasil, algumas regiões produtoras sofrem com a falta de chuvas e, na Argentina, o excesso de precipitações já atrasa o plantio em quase 60 dias e compromete a produtividade. 

Paralelamente, há ainda a influência do mercado financeiro. Os investidores estão focados no macrocenário e no desenvolvimento das negociações em vários pontos do mundo, como nos Estados Unidos, por conta do abismo fiscal, e da fragilidade da economia na Zona do Euro. 

“Muitas negociações são feitas em cima da macroeconomia, o mercado olha o mercado fora e foge um pouco do risco. No momento, o mercado é um pouco climático e em cima da demanda”, diz D’Ávilla.

Para o analista, portanto, o que deverá prevalecer é o cenário fundamental e, com isso, a a falta de soja tende a ser precificada de forma direta. "Há uma dificuldade em originar o produto entre janeiro e fevereiro, que é o momento em que a oleaginosa começa a ficar pronta no Brasil e nos EUA a disponibilidade é baixa", explica D'Ávilla. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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